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Candidatura avulsa de Anderson Ferreira ao Senado começa a ganhar contornos de realidade

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O próprio Anderson já admitiu publicamente que não descarta disputar o Senado de forma independente


A movimentação do ex-prefeito de Jaboatão e presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, para disputar o Senado Federal começa a ganhar contornos mais concretos nos bastidores da política pernambucana. A possibilidade de uma candidatura avulsa — fora das principais chapas majoritárias — deixou de ser apenas especulação e já é tratada como um cenário real por aliados próximos.


Segundo interlocutores, Anderson está animado com a viabilidade eleitoral do projeto, especialmente pela estratégia de vincular sua candidatura ao desempenho do senador Flávio Bolsonaro em Pernambuco. A avaliação dentro do PL é de que o voto para o Senado tende a seguir a lógica da disputa nacional, fenômeno que já foi observado em eleições anteriores.


Nos bastidores, a principal aposta é repetir o comportamento do eleitorado de direita registrado em 2022. Naquela eleição, o então presidente Jair Bolsonaro obteve uma votação expressiva no estado e, segundo cálculos internos do partido, cerca de 80% desse eleitorado migrou para o candidato ao Senado da direita, Gilson Machado Neto.


Mesmo sem vencer a disputa, Gilson alcançou mais de 1,3 milhão de votos e terminou em segundo lugar, com cerca de 29,5% dos votos válidos, consolidando a força do bolsonarismo no segmento senatorial em Pernambuco.


Para aliados de Anderson, o cenário atual pode ser ainda mais favorável. A leitura é de que Flávio Bolsonaro tem potencial de ampliar o desempenho do pai no Estado, o que poderia impulsionar diretamente o candidato ao Senado apoiado pelo grupo.


O próprio Anderson já admitiu publicamente que não descarta disputar o Senado de forma independente, caso não haja espaço nas composições atuais, principalmente da governadora Raquel Lyra (PSD). A estratégia seria manter alinhamento com o projeto nacional do PL, mesmo fora de uma chapa majoritária local.


Essa possibilidade ganhou ainda mais força após o rearranjo interno da direita em Pernambuco. A saída de Gilson Machado Neto do PL, em meio a divergências com a direção estadual, abriu caminho para que Anderson se consolidasse como principal nome da sigla para a disputa ao Senado.


Outro fator que anima o grupo é a perspectiva de fragmentação na disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco. A possibilidade de múltiplas candidaturas competitivas, inclusive no campo da esquerda, pode reduzir o quociente necessário para vitória.


Dentro desse contexto, aliados avaliam que uma candidatura com cerca de 25% dos votos pode ser suficiente para garantir uma das cadeiras — especialmente se houver forte transferência de votos do eleitorado alinhado ao bolsonarismo, como ocorreu no último ciclo eleitoral.



Créditos: Blog do Mário Flávio

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