Bancada do PP se reune, mas evita definir em qual palanque estará este ano em Pernambuco
- Jason Lagos
- 14 de abr.
- 2 min de leitura

O deputado federal Eduardo da Fonte afirmou que o PP "é aliado, mas não é subserviente" a governos
A reunião realizada nesta segunda-feira (13) pela bancada da Federação União Progressista em Pernambuco terminou sem qualquer definição sobre o palanque que o grupo irá apoiar nas eleições estaduais de 2026. Apesar da expectativa nos bastidores, o encontro se limitou a tratar de questões internas da atuação parlamentar.
Sob a liderança do deputado federal Eduardo da Fonte, a reunião teve como foco principal o realinhamento da atuação da federação nas comissões da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O debate girou em torno da reorganização da bancada, buscando ampliar a presença do grupo nos espaços de decisão da Casa.
O encontro também contou com a participação do deputado federal Lula da Fonte e reuniu os parlamentares estaduais que integram a federação, formada por nomes como Claudiano Filho, Adalto Santos, Pastor Júnior Tércio, Gleide Ângelo, Pastor Cleiton Collins, France Hacker, Kaio Maniçoba, Joel da Harpa, Henrique Filho e Dannilo Godoy.
Mesmo diante do cenário de pré-campanha em Pernambuco e da pressão por posicionamento político, nenhuma discussão pública sobre apoio a candidaturas ao Governo do Estado ou ao Senado foi formalizada durante a reunião. A sinalização dada pelo grupo segue sendo de independência na Alepe, movimento já adotado recentemente pela bancada.
Em declaração, Eduardo da Fonte reforçou apenas o discurso institucional. “O nosso compromisso é com Pernambuco. Vamos votar as pautas importantes para o crescimento do Estado, sempre com responsabilidade e autonomia”, afirmou.
Nos bastidores, a ausência de definição sobre o palanque reforça o momento de indefinição vivido pela federação no Estado. Com integrantes distribuídos entre diferentes campos políticos e interesses eleitorais distintos, o grupo mantém, por ora, uma posição de autonomia, adiando uma decisão que deve impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026 em Pernambuco.
Também no dia de ontem, em entrevista à Rádio Jornal, o deputado federal Eduardo da Fonte afirmou que o PP "é aliado, mas não é subserviente" a governos.
Questionado sobre o estado da relação com a governadora, Da Fonte foi direto ao afirmar que a independência da federação é uma postura consolidada, não um distanciamento recente.
"Ela tem um estilo de governar que é dela e nós respeitamos. Nós também temos um posicionamento na condução do nosso partido, da nossa federação e dos nossos mandatos. Nós não somos subservientes a qualquer governo", disse o deputado na entrevista.
Ele foi além e fez uma crítica explícita ao trato político do governo estadual. "A governadora Raquel Lyra tem falhado muito na articulação política. Túlio Vilaça, o responsável pela articulação política do governo do Estado de Pernambuco, perdeu as condições de continuar à frente dessa posição", declarou, referindo-se ao secretário da Casa Civil do governo pernambucano.
Sobre o posicionamento do grupo na disputa pelo governo do Estado, Da Fonte não descartou nenhuma hipótese, chegando a elencar quatro caminhos possíveis: "a federação tem várias alternativas para fazer esse encaminhamento. Uma delas é lançar uma candidatura própria ao governo do Estado, ou não apoiar nenhum candidato a governador, como também podemos apoiar Raquel Lyra, como podemos também apoiar João. Tomaremos uma decisão que seja a melhor para todos os integrantes da federação", disse o parlamentar.
Créditos: Blog do Mário Flávio e JC Online




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