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Após cobrança de João Campos, presidente do PT garante palanque único de Lula em Pernambuco

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 8 de jun.
  • 3 min de leitura

Coordenador da campanha de Lula, Edinho (D) foi categórico ao desfazer a fala de um ministro de Lula


O presidente do PT, Edinho Silva, desautorizou o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, após declarações dadas por ele ao jornal O Globo, em que defendia a construção de dois palanques para o presidente Lula em Pernambuco – um com João Campos (PSB) e outro com a governadora Raquel Lyra (PSD).

 

A crise foi deflagrada depois que a cúpula do PSB reagiu com irritação à fala do ministro e o próprio Campos procurou Edinho para se queixar e cobrar explicações.

 

Coordenador da campanha de Lula, Edinho foi categórico ao desfazer o efeito das palavras de Dias.


“Essa posição está clara desde o início: em Pernambuco, o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, declarou.

 

Na entrevista, Dias havia defendido uma articulação voltada ao centro político como parte da campanha à reeleição do petista, argumentando que palanques estaduais mais amplos seriam estratégicos para garantir governabilidade em um eventual novo mandato.

 

Ao citar Pernambuco, mencionou tanto Campos quanto Lyra. “Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que ela se colocou primeiro como oposição e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, disse o ministro.

 

A declaração caiu como uma bomba no PSB. Dirigentes da sigla são frontalmente contrários à possibilidade de Lula dividir seu apoio no Estado e tratam a eleição ao governo de Pernambuco como a principal prioridade do partido.

 

Interlocutores do presidente alertaram nos bastidores que qualquer sinalização de apoio dividido pode levar o PSB a reavaliar seus compromissos com o PT em outros estados.

 

O atrito entre as duas legendas em torno de um eventual duplo palanque no Estado não é novidade. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também chegou a defender a tese, com o argumento de que a disputa de 2026 será acirrada e Lula não poderia abrir mão de nenhum apoio, posição que contrariava diretamente Campos.

 

O nervosismo dos aliados do PSB tem base no novo cenário eleitoral revelado pelas pesquisas. Levantamento do Datafolha divulgado no fim de maio mostrou uma virada: Raquel Lyra apareceu com 48% das intenções de voto contra 43% de Campos, além de estar à frente em eventual segundo turno – inversão significativa em relação a abril, quando o pré-candidato do PSB tinha 12 pontos de vantagem.


O episódio evidencia as tensões de bastidores que cercam a construção da candidatura de Lula à reeleição – e os riscos de declarações desalinhadas num tabuleiro eleitoral cada vez mais sensível.


Raquel Lyra reforçou, nesta segunda-feira (8), a relação institucional mantida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após as declarações do ministro Wellington Dias, indicando a possibilidade de o petista contar com mais de um palanque em Pernambuco nas eleições de 2026.


A fala da governadora ocorreu durante a entrega de 40 novos ônibus para o sistema de transporte da Região Metropolitana do Recife. Questionada sobre as declarações do ministro, Raquel evitou tratar do cenário eleitoral e destacou a relação administrativa entre os governos estadual e federal.


“O que eu posso agradecer é a parceria que o presidente Lula tem feito por Pernambuco. Desde o primeiro momento em que fomos ao presidente, ele disse que iria ajudar nosso estado. E ele tem feito isso. Esses ônibus, mesmo, vêm de recursos do Novo PAC”, afirmou.



Créditos: JC Online e jamildo.com

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