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André Mendonça aguarda manifestação da PGR para decidir sobre destino de Daniel Vorcaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A falta de elementos inéditos foi o principal motivo para a PF rejeitar a delação mais uma vez


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), aguarda parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) para definir o destino de Daniel Vorcaro.


Como rejeitou a segunda proposta de delação premiada do ex-banqueiro, a Polícia Federal defende que ele seja transferido para um presídio comum. Atualmente, Vorcaro está preso na Superintendência Regional da corporação, em Brasília.



A falta de elementos inéditos foi o principal motivo para a PF rejeitar a delação mais uma vez. Dessa forma, a permanência na carceragem da Superintendência da PF se tornou mais difícil.


O ex-banqueiro está preso no local desde 19 de março. Ele cumpre prisão preventiva como investigado na operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema bancário.


Vorcaro assinou o termo de confidencialidade para iniciar as tratativas de delação ainda em março, quando teve autorização para receber diariamente os advogados para elaborar a primeira proposta de delação.


A primeira versão foi recusada em 20 de maio. Na ocasião, apesar da rejeição da Polícia Federal, a PGR sinalizou interesse em manter as negociações abertas e permitiu que a defesa apresentasse complementos ao material.


No primeiro caso, o entendimento do Ministério Público era de que a colaboração possuía inconsistências, mas também continha pontos que poderiam justificar o aprofundamento das investigações.


Por isso, as tratativas continuaram. Após a primeira recusa, Vorcaro substituiu sua equipe de advogados e reformulou a proposta.


O ex-banqueiro acelerou a apresentação de uma nova proposta de delação para evitar sua transferência para uma cela comum na Superintendência, como aconteceu pouco após a PF rejeitar a primeira versão.


A nova proposta incluiu anexos adicionais e alterações em alguns relatos. Vorcaro explicitou como utilizou sua influência política para conseguir fechar acordos bilionários com os fundos de previdência dos funcionários públicos dos estados. Sob comando político, os fundos aportavam o dinheiro da aposentadoria dos cotistas nos fundos podres do Master.


Caso a PGR também rejeite a colaboração, Daniel Vorcaro poderá responder às investigações sem os benefícios. Neste caso, a defesa já sinalizou que deve solicitar prisão domiciliar ou uso de tornozeleira.



Créditos: CNN Brasil

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