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Ala do PL defende que Michelle desista de concorrer ao Senado por conta do vídeo com ataques a Flávio

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Com a repercussão do vídeo entre os bolsonaristas mais fiéis, Michelle virou uma espécie de ser tóxico


Apesar de o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ainda nutrir respeito e deferência à Michelle Bolsonaro, ao longo do final de semana a ex-primeira-dama passou a ser isolada por vários integrantes da sigla após ela divulgar um vídeo com ataques ao enteado e senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.


Com a repercussão ruim da divulgação do vídeo entre os bolsonaristas mais fiéis, Michelle virou uma espécie de ser tóxico dentro do partido. Tanto que até mesmo a chamada ala mais pragmática do partido já avalia se ainda é uma boa ideia lançar o nome de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.


A priori, Michelle iria compor chapa com a deputada federal Bia Kicis (PL). As duas são amigas. Mas no entorno de Bia, há quem defenda que, aos poucos, a parlamentar se afaste publicamente de Michelle. Ainda mais após ela ter sido citada como uma eventual vice de Flávio Bolsonaro – filho do ex-presidente.


A avaliação dentro do PL é que Michelle cruzou uma fronteira intransponível e com poucas possibilidades de retorno. Ao menos neste momento. A repercussão do vídeo foi considerada desastrosa por integrantes da sigla, principalmente nas redes sociais e entre os eleitores mais fiéis de Jair Bolsonaro. Exatamente o público almejado pelo PL ao lançar Michelle ao Senado.


O presidente do PL tem tentado, ao longo do final de semana, fazer uma reunião entre Michelle e Flávio para aparar arestas entre os dois. Mas Michelle está irredutível e ficou ainda mais contrariada com a série de ataques que recebeu nos últimos dias, orquestrados por influenciadores digitais ligados ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.


Um outro fator que joga contra Michelle no Distrito Federal diz respeito ao MDB. Com a candidatura de Michelle em risco, o MDB voltou a se movimentar para tentar uma coalizão com o PL e lançar a candidatura do ex-governador do DF Ibaneis Rocha ao lado de Bia Kicis.



Créditos: O Antagonista

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