Advogado de Adélio Bispo é alvo de operação por ligação com o PCC
- Jason Lagos
- 12 de jun. de 2024
- 2 min de leitura

A PF (Policia Federal) cumpriu novos mandados de busca e apreensão nesta 3ª feira (11) contra um dos advogados de Adélio Bispo, autor da facada ao então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018. Ele é suspeito de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O caso não está relacionado ao atentado. No relatório, a PF concluiu que o advogado tem atuação junto ao crime organizado. Também foi determinado o bloqueio de R$ 200 milhões de sua conta. A informação foi dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Um novo inquérito da corporação também voltou a concluir que Adélio agiu sozinho no atentado. O 1º inquérito, instaurado em setembro de 2018, concluiu que Adélio agiu por iniciativa própria, sem mandantes. O 2º, encerrado em maio de 2020, teve a mesma conclusão. Depois da operação deflagrada nesta 3ª feira (11), a PF pediu o arquivamento das investigações ligadas ao caso.
A relação entre o advogado e o PCC já era investigada pela PF desde 2021. Uma operação foi realizada em 14 de março de 2023 mirando o advogado e traficantes em Minas Gerais.
Também nesta terça, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após a PF apontar que encontrou elementos de uma nova jóia negociada por seus assessores, falou sobre o assunto.
“Se a Polícia Federal tivesse empenhado 10% desse esforço no caso Adélio, teria descoberto o mandante, quem queria a minha morte. Teve uma pessoa que tentou entrar na Câmara com o nome do Adélio, para forjar um álibi. Adélio foi ao clube de tiro que Carlos Bolsonaro frequentava em Santa Catarina. Quem passou essa informação a ele?”, pontuou o ex-presidente.
“Momentos antes da facada, ele tentou se aproximar do Carlos, em Juiz de Fora, possivelmente com a intenção de matá-lo. Adélio teve advogados que atuaram gratuitamente no caso da facada. São advogados samaritanos?”, disse, argumentando haver elementos para o aprofundamento das diligências.
O ex-presidente também voltou sua mira para o delegado Rodrigo Morais Fernandes, que esteve à frente do caso da facada e, no governo Lula, passou a comandar a diretoria de Inteligência da Polícia Federal.
“O delegado que investigou o Adélio foi promovido e, agora, comanda o setor de Inteligência. No departamento, pararam de investigar crimes de grande potencial para dar início a uma perseguição implacável contra mim. Querem dar um golpe mortal na direita. A direita [brasileira] tem lideranças, mas ainda falta amadurecer”, opinou Bolsonaro.
Créditos: Poder360 e Metrópoles



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