Vorcaro assina termo de confidencialidade para iniciar delação, que deve ser concluída no auge da campanha
- Jason Lagos
- há 23 horas
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade. A assinatura representa a primeira etapa para firmar um acordo de colaboração premiada.
Antes, Vorcaro estava na Penitenciária Federal de Brasília e dificultava o contato do ex-banqueiro com seus advogados e, consequentemente, as negociações para a delação.
A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado chegou a conceder ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com seus advogados sem ser gravado, mas o contato seguiu limitado devido às exigências da penitenciária federal.
Agora, em um primeiro momento, o ex-banqueiro deve intensificar as reuniões com a defesa para, depois, avançar nas tratativas com PF e PGR e apresentar provas e prestar depoimentos.
Ao final, caberá a Mendonça homologar o acordo. Ao final, caberá a Mendonça homologar o acordo.
O processo de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro deve durar algo entre 3 e 6 meses, segundo fontes que acompanham o caso.
Nesse prognóstico, ele seria finalizado entre o fim de junho e o fim de setembro, nas vésperas ou já durante o processo eleitoral que vai eleger presidente da República, governadores, deputados e senadores.
O calendário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deste ano prevê que as convenções partidárias ocorram de 20 de julho a 5 de agosto. A propaganda eleitoral começa no dia 16 de agosto, nas ruas e na internet, e o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro.
Advogados especializados em delação apontam que o prazo do processo varia a depender do volume de informações do delator e da capacidade dos órgãos de investigação de validá-las. Mas, em um caso grande como o Master, é possível apostar em algo entre três e seis meses. Esse cronograma, porém, pode ser alterado se houver muita pressão política para que a delação avance.
Duas fontes relataram à CNN que a pressão contrária à delação já existe nos Três Poderes e continuará atuando. Colocam, inclusive, o fato de ser um ano eleitoral como empecilho para que o caso avance.
E o próprio ineditismo do formato surge como um potencial obstáculo. Nunca houve uma colaboração premiada conjunta da PF e da PGR, e as conexões de cada órgão são apontadas como dificultador.
A cúpula da PF, por exemplo, é alinhada ao Palácio do Planalto, que tem potenciais delatados, em especial integrantes do PT da Bahia entre seus ocupantes. Já a PGR é muito próxima à ala política do STF, que tem como expoente Alexandre de Moraes, outro potencial delatado. Além disso, os dois órgãos historicamente disputam o protagonismo das investigações, e essa rivalidade pode atrapalhar o processo.
Por outro lado, a pressão da opinião pública tem funcionado até agora. E o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, já disse a aliados considerar o caso determinante em sua biografia e que não cederá a pressões para esvaziar o processo.
Créditos: CNN Brasil



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