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Vereador Senival Moura, preso sob suspeita de elo com PCC, pede afastamento do PT

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 21h
  • 2 min de leitura

Vereador Senival Moura (PT), ao centro, ladeado pelo presidente Lula e pelo ministro Guilherme Boulos


O vereador Senival Moura, preso na última quinta-feira (25) em uma operação por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresa de transporte de ônibus municipal em São Paulo, pediu o afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT).


O pedido de afastamento foi divulgado pelo Diretório Municipal do PT em São Paulo. Segundo o diretório, o vereador apresentou a justificativa de que deseja "se dedicar à sua defesa" e "não vincular os últimos acontecimentos ao partido".


Senival está entre as três pessoas presas na Operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que é resultado de uma investigação contra a Transunião, empresa que opera linhas de ônibus municipais na capital paulista. Dois homens que foram alvo da operação estão foragidos.


Na sexta-feira (27), a Justiça decidiu manter a prisão temporária dele após a audiência de custódia. Segundo a polícia e os promotores, o vereador controlava efetivamente a empresa, apesar de não integrar formalmente a direção.


Documentos da investigação apontam que ele era "detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira" da concessionária de transporte e operava como uma espécie de "instância superior de deliberação acerca da movimentação informal de recursos".


A investigação que culminou na prisão do vereador começou em 2020, na esteira da morte do então presidente da Transunião. Segundo a polícia, Adauto Soares Jorge foi assassinado após descoberta de desvios financeiros na empresa.


Ainda segundo os investigadores, Senival só não foi morto porque teria se comprometido a devolver os valores desviados.


Segundo a Polícia Civil, o petista "instrumentalizou a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino", voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados ao PCC. Ele é apontado como responsável por abrir as portas da Transunião para a facção criminosa.


Horas após a operação que culminou na prisão do vereador nesta quinta-feira, a gestão Ricardo Nunes (MDB) decretou intervenção na concessionária Transunião e disse em nota encaminhada à imprensa que a medida "abrangerá os prédios, equipamentos, veículos, serviços e demais bens móveis e imóveis de propriedade da empresa".


Além do vereador, também foram detidos na operação desta quinta-feira Jair Ramos de Freitas, o Cachorrão, apontado como diretor informal da empresa de ônibus, e Devanil de Souza Nascimento, o Sapo, homem de confiança do vereador. Ambos são réus pelo assassinato de Adauto, o ex-presidente da concessionária.


Senival escapou de responder a um processo de expulsão do PT em 2014 em decorrência das investigações do Ministério Público por suposta ligação com o PCC.


Na época, Luiz Moura, irmão de Senival e então deputado estadual, foi expulso, em decisão da executiva estadual do PT em São Paulo.



Créditos: FolhaPress

81 9.9937-2020

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