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Trump diz que presidente interina da Venezuela pagará ‘preço maior que Maduro’ se resistir

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 4 de jan.
  • 2 min de leitura

A nova ameaça indica a possibilidade de novas incursões americanas contra o território venezuelano


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 4, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pagará “um preço muito alto” se não cooperar com as determinações americanas. A declaração ocorre no dia seguinte à prisão de Nicolás Maduro, capturado em Caracas e levado a um centro de detenção em Nova York. Vice-presidente venezuelana, Rodríguez foi reconhecida no início da tarde para ocupar a presidência do país latino-americano pelos próximos 90 dias pelas forças armadas locais.


Em entrevista à revista americana The Atlantic, Trump disse que se Rodríguez “não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”. Horas antes, no sábado, 3, o presidente havia adotado postura diferente. Trump elogiou Rodríguez por indicar, em conversa reservada, estar disposta a trabalhar em conjunto com o governo americano para o futuro da Venezuela.


Sua posição mudou porque, pouco depois, a agora presidente interina do país disse estar “pronta para defender nossos recursos naturais” e dar continuidade às políticas de Maduro. “Nunca mais seremos uma colônia”, afirmou.


Em resposta, Trump chamou a Venezuela de “um país falido” e “um desastre em todos os sentidos”. A ameaça mais recente, contudo, indica a possibilidade de novas incursões americanas contra o território venezuelano, em meio aos planos do líder americano de controlar a exploração de petróleo e conduzir o futuro político no local.


O reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela foi feito em comunicado televisionado do ministro da Defesa local, Vladimir Padrino. O chefe do exército venezuelano referendou a decisão da Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela, que reforçou o mandato interino de Delcy Rodríguez.


Durante o seu pronunciamento, o ministro afirmou que os seguranças de Maduro foram assassinados a sangue frio pelo exército americano. Ele disse ainda que o país está sob controle e que os cidadãos devem voltar as suas atividades matinais.


O número de mortos durante os ataques dos Estados Unidos à Venezuela dobrou em 24h e chegou a 80, segundo apuração do jornal norte-americano The New York Times. A contagem anterior, divulgada pelo próprio veículo, apontava 40 vítimas entre militares e civis após os bombardeios.


De acordo com o NYT, o dado atualizado foi repassado neste por um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato. A fonte afirmou, ainda, que o total de mortos pode aumentar nas próximas horas à medida que novas informações forem confirmadas.


Em entrevista ao jornal New York Post, Donald Trump, presidente dos EUA, chegou a afirmar que “muitos cubanos morreram” durante a operação, sem informar números. “Cuba sempre foi muito dependente da Venezuela. Era de lá que vinha seu dinheiro, e eles protegiam a Venezuela, mas isso não funcionou muito bem neste caso”, disse.



Créditos: Revista Veja e Metrópoles

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