Sem chapa de governador, Anderson Ferreira pretende nacionalizar a eleição para o Senado
- Jason Lagos
- 15 de jan.
- 2 min de leitura

Em 2022, Anderson foi o candidato mais votados em seis municípios da Região Metropolitana
O grande desafio de Anderson Ferreira (PL) este ano será conseguir viabilizar o seu projeto de se tornar senador sem uma chapa de governador para puxá-lo. O motivo que inviabiliza Anderson Ferreira em uma chapa de um candidato ao governo é simples: Nem Raquel Lyra e nem João Campos pretendem abrir palanque para o presidenciável Flávio Bolsonaro.
João já declarou claramente seu voto em Lula a quem já disse inclusive que era o seu soldado, e Raquel Lyra não fará oposição em nenhuma hipótese ao presidente, nem mesmo se o seu partido, o PSD, apresentar um nome para presidente da República.
Por conta disso, Anderson pretende nacionalizar ao máximo o debate na disputa para o Senado, tendo como exemplo o pleito de 2022, quando Teresa Leitão foi eleita senadora graças á estratégia de colar sua imagem na de Lula, e Gilson Machado ficou em segundo lugar fazendo o mesmo em relação á Bolsonaro. O PL acredita que a nacionalização colocaria um nome da direita no Senado e o outro ficaria com o PT.
Quando disputou o governo do Estado, em 2022, ocasião em que alcançou quase 900 mil votos, Anderson foi o candidato mais votados em seis municípios da Região Metropolitana: Paulista, Olinda, Jaboatão, Abreu e Lima, Camaragibe e São Lourenço da Mata, além de Carpina, o segundo município com maior eleitorado da Zona da Mata Norte.
Não bastasse o bom recall de 2022, Anderson também é, entre todos os candidatos, o único que possui forte inserção no segmento evangélico, eleitorado que tem crescido substancialmente ao longo dos anos.
Quem também está com dificuldade em se colocar em uma chapa de governador para disputar o Senado Federal é o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, embora em um contexto diferente do de Anderson Ferreira.
Em 2025, Miguel caminhou ao lado do prefeito João Campos, alimentando a expectativa de que integraria a chapa majoritária como candidato ao Senado. O petrolinense chegou a indicar o deputado Antônio Coelho para a Secretaria de Turismo do Recife e, posteriormente, emplacou outros aliados em áreas estratégicas da gestão municipal.
A relação de Miguel com o PSB complicou-se quando ele passou a cobrar publicamente a vaga ao Senado, afirmando que estaria com quem lhe garantisse o espaço. No ninho socialista, o gesto foi interpretado como um ultimato.
Aliados de João Campos lembram que a reeleição de Simão Durando, em 2024, contou com a retirada do deputado federal Lucas Ramos, do PSB, da disputa pela Prefeitura de Petrolina — movimento que, na avaliação interna, reduziu drasticamente o risco de segundo turno.
Diante da possibilidade de nova aproximação com o palanque de Raquel Lyra, o partido diz ter sido surpreendido por mais uma metamorfose do clã de Petrolina, num enredo político recorrente, que volta a gerar incômodo e desconfiança.
Créditos: Blog do Silvinho e Blog do Edmar Lyra




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