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Registro da federação entre PP e União Brasil será protocolado esta semana no TSE

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 10 de nov.
  • 2 min de leitura
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Á esquerda, Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e à direita, Ciro Nogueira, presidente do PP


A tão aguardada federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP) finalmente será oficializada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esta semana, apesar de uma série de atritos internos que ainda ameaçam a coesão do grupo para as eleições de 2026. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) confirmou ao Estadão que o registro já está em cartório e deve ser protocolado no TSE entre terça (12) e quarta-feira (13).


O movimento representa a consolidação de uma das maiores forças políticas do país: juntas, as duas legendas somam 109 deputados federais e 15 senadores. A nova federação nasce com peso suficiente para influenciar diretamente a sucessão presidencial e deve apoiar um nome de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já anunciou que buscará a reeleição.


Apesar da formalização iminente, a federação nasce com fissuras. A mais explícita envolve o senador Ciro Nogueira e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que trocaram farpas publicamente. Nogueira, que sonha ser vice numa eventual chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou que apenas Tarcísio e o governador Ratinho Júnior (PSD-PR) seriam viáveis para liderar a oposição. Caiado, que também almeja o Planalto, reagiu nas redes sociais, acusando o senador de agir por “interesses pessoais”.


O embate escancarou um mal-estar que se estende a outros estados. No Paraná, por exemplo, o União Brasil quer lançar o senador Sérgio Moro ao governo estadual, mas enfrenta resistência do PP, que defende a candidatura da ex-deputada federal Cida Borghetti, esposa do deputado Ricardo Barros (PP-PR).


No cenário pernambucano, a federação terá no comando o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), pré-candidato ao Senado. A escolha reforça o protagonismo de Da Fonte na articulação regional e tende a fortalecer sua base de alianças no Agreste e em outras regiões.


Com influência em dezenas de municípios e bom trânsito entre lideranças locais, Eduardo da Fonte deve usar a federação como plataforma para consolidar candidaturas proporcionais e majoritárias em 2026. Resta saber, porém, se conseguirá manter a harmonia entre os quadros locais do União Brasil e do PP, sobretudo em cidades onde ambos os partidos têm projetos próprios.


Os riscos de implosão seguem no radar: disputas por candidaturas, divergências estratégicas e lideranças com ambições presidenciais ou estaduais distintas colocam a união à prova. O próprio TSE exigirá uma atuação unificada nas próximas eleições — o que significa, por exemplo, apoio a um único candidato a presidente, governador e prefeito nas principais cidades.


O presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, afirmou, na sexta-feira (7), que o União Brasil não seria "enquadrado" na federação formada entre a legenda e o Progressistas.


Ele também ressaltou que as decisões a serem tomadas no âmbito da federação serão oficializadas apenas de forma unânime. Além disso, Coelho destacou que o PP não poderá "mandar" na federação.



Créditos: Estadão e Folha PE

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