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Quatro pernambucanos são especulados para o Ministério do próximo governo Lula

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 10 minutos
2 min de leitura

Os 4 ministeriáveis: João Campos (PSB), Carlos Veras (PT), Waldemar Oliveira (Avante), Dudu da Fonte (PP)


A montagem do ministério do quarto mandato do presidente Lula (PT) movimenta os bastidores políticos de Brasília, com especulações sobre a distribuição de cargos e o futuro de integrantes do atual governo. Entre os nomes cotados está o do presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, que teria interesse em assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional.


A pasta é considerada estratégica por concentrar políticas públicas voltadas ao Nordeste, incluindo ações de combate à seca e investimentos em infraestrutura, além de contar com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) como um de seus principais braços de atuação.


Outra possibilidade em discussão envolve o deputado federal reeleito Waldemar Oliveira (Avante), que poderia assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. A articulação teria participação do ex-ministro Fernando Haddad (PT), próximo do ex-deputado Maurício Rands, primeiro suplente do Avante, que herdaria a vaga na Câmara.


A operação, entretanto, enfrenta obstáculos políticos, uma vez que o partido elegeu apenas quatro deputados federais e Lula busca ampliar sua base de sustentação no Congresso. O cenário poderia mudar com uma eventual federação entre PSB, PDT e Avante.


Na Agricultura, a expectativa é de substituição do atual ministro André de Paula por outro pernambucano. O nome mencionado nas articulações é o do deputado federal Carlos Veras (PT), atual primeiro-secretário da Câmara dos Deputados.


A movimentação também estaria relacionada ao interesse de Lula em abrir espaço para Renildo Calheiros (PCdoB), que não conseguiu a reeleição e poderia retornar à Câmara na condição de suplente da federação formada por PT, PV e PCdoB.


Outro pernambucano que aparece nas especulações é Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação PP-União Brasil, derrotado na disputa pelo Senado. O parlamentar estaria entre os possíveis indicados para ocupar um ministério, desde que seu nome recebesse o respaldo da bancada do PP.


Conhecido pela capacidade de articulação e pelo trânsito entre diferentes partidos no Congresso, Eduardo da Fonte poderia representar a federação na Esplanada dos Ministérios, caso a legenda decida participar da nova composição governista.



Créditos: Folha PE

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