Quaest recebeu R$ 1,1 milhão do PSB para pesquisas sobre a eleição de Pernambuco

Evento de lançamento no Recife de livro de CEO da Quaest, Felipe Nunes, foi prestigiado por João Campos
A relação contratual entre o instituto Quaest e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) rendeu faturamento de R$ 1,1 milhão para a empresa de pesquisas de dezembro de 2025 a julho de 2026, conforme registros públicos do Tribunal Superior Eleitoral (PSB).
O valor foi pago com recursos públicos para realização de pesquisas sobre a eleição de Pernambuco. As informações foram levantadas e divulgadas pelo jornalista Vicente Galdino e confirmadas pelo blog Manoel Medeiros.
As contratações firmadas diretamente entre João Campos, que assina as peças contratuais como presidente nacional do partido, e o instituto, deixa dúvidas sobre uma possível influência da relação contratual milionária do PSB junto a uma das mais importantes empresas de pesquisa, que publica semanalmente levantamentos na TV Globo e é considerada credível.
Os resultados dos últimos levantamentos sobre a disputa em Pernambuco chamam atenção por possíveis deslocamentos de números no limite da margem de erro, diferindo de outras pesquisas e de levantamentos internos.
Um dos exemplos é a vantagem de Raquel Lyra na pesquisa espontânea, que não é acompanhada na estimulada nem nos cenários de primeiro nem de segundo turno: os dois candidatos aparecem matematicamente com os mesmos números.
O resultado para o Senado também é questionado, com registro de intenção de votos para o candidato Mendonça Filho (PL), por exemplo, pelo menos 5% abaixo da média das outras pesquisas e dos trackings internos.
O instituto mantém uma margem elevada de indecisos, o que possibilita, nessa reta final, ajustes confortáveis ao instituto: as mudanças levam um candidato a crescer sem tirar pontos do outro e são facilmente corrigidas de um levantamento para o outro.
De acordo com contrato assinado no final do ano passado, a Quaest foi contratada para realizar levantamentos sobre a eleição estadual em Pernambuco. Em 12 de julho, Felipe Nunes – que é a rosto do instituto e aparece narrando os números na Globonews – veio a público afirmar que encerraria as atividades da Quaest vinculadas a candidatos específicos. Dois dias depois, a empresa recebeu uma transferência eletrônica do PSB no valor de R$ 207,8 mil.
Créditos: Blog Manoel Medeiros



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