Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 41% no segundo turno
- Jason Lagos
- há 4 horas
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É o primeiro levantamento feito pelo instituto após o acirramento da crise envolvendo ministros do STF
Pesquisa Quaest divulgada no início da noite desta segunda-feira (7) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão numericamente empatados no 2º turno. Os dois candidatos somam 41% das intenções de voto. Veja os resultados:
Lula: 41%
Flávio Bolsonaro: 41%
Brancos/nulos: 13%
Indecisos: 5%
É o primeiro levantamento feito pelo instituto após o acirramento da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na pesquisa anterior, divulgada em 2 de setembro, Lula tinha 42%, enquanto Flávio somava 41%.
A pesquisa mostra o presidente Lula na liderança da intenção de voto no 1º turno, com 36%. O Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 29% das intenções de voto no primeiro turno.
Em terceiro lugar está Augusto Cury (Avante), com 8%. Na última Quaest, de 2 de setembro, o escritor aparecia com 10% das intenções de voto. Lula pontuou 37% e Flávio Bolsonaro 30%. Confira os números:
Lula (PT): 36%
Flávio Bolsonaro (PL): 29%
Augusto Cury (Avante): 8%
Renan Santos (Missão): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Pablo Marçal (PRTB): 1%
Indecisos: 9%
Branco, nulo ou não irão votar: 8%
Os candidatos Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.
Segundo a Quaest, 50% desaprovam o governo do presidente Lula, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não sabem ou não responderam.
No último levantamento, divulgado em 2 de setembro, a gestão do petista era reprovada por 48% contra 45% de aprovação.
A taxa de desaprovação do governo Lula foi o dado que mais preocupou aliados e auxiliares do presidente. Além do alto patamar de desaprovação, aliados de Lula chamam atenção para a trajetória dos números.
Desde julho, a avaliação positiva do governo petista caiu de 47% para 43%. No mesmo período, a avaliação negativa foi de 48% para 50%.
O sinal de alerta se espalhou por segmentos considerados estratégicos para Lula. No Nordeste, região historicamente mais favorável ao presidente, a desaprovação subiu de 29% para 35% desde julho. Entre os homens, o índice passou de 50% para 57%.
Entre os jovens, outro grupo importante para Lula, a desaprovação do governo também avançou de forma significativa, indo de 48% para 55%. A única melhora relevante ocorreu entre as mulheres, segmento em que a desaprovação foi de 50% para 47%.
Além da economia, aliados de Lula avaliam que o desgaste provocado pelas mensagens que revelaram a relação próxima entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro também pode ter prejudicado a imagem do presidente da República.
Na avaliação de interlocutores do presidente, a imagem de Moraes está muito associada à de Lula, especialmente entre os eleitores mais críticos ao governo. Por isso, a exposição da relação entre o ministro e Vorcaro pode ter respingado no presidente.
Para aliados, o resultado da Quaest indica que é preciso mudar a estratégia de campanha. Na avaliação de um auxiliar do petista, é preciso explorar mais as diferenças entre os governos Lula e Bolsonaro e que Flávio não teria experiência para ser presidente.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-01720/2026.
Créditos: Metrópoles




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