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Presidente da CBF é blindado por "bancada da bola" e amplia poder em Brasília

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura
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Uma bancada com pelo menos 22 parlamentares da esquerda à direita, uma nova casa de lobby e convescotes em jogos da seleção brasileira. Em menos de quatro anos na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues construiu uma base de apoio em Brasília reproduzindo a mesma cartilha de Ricardo Teixeira, líder máximo da entidade de 1989 a 2012, quando renunciou em meio a denúncias de corrupção.

 

Apesar da crise que o afastou do cargo provisoriamente, de polêmicas sobre manipulação de resultados e, agora, da denúncia de aparelhamento da entidade máxima do futebol, o cartola tem uma rede de contatos na Câmara e no Senado que o blindam no Legislativo e atuam em favor dele no Poder Judiciário. Mesmo os críticos do atual presidente veem que a atual “bancada da bola” não tem o mesmo tamanho que já teve, mas os movimentos do dirigente da CBF são para reforçá-la, dentro e fora do Congresso.

 

A ação judicial por meio da qual Ednaldo conseguiu voltar ao cargo, em janeiro de 2024, foi articulada pelo PSD e movida pelo PCdoB. A decisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que também tem negócios com a CBF a partir da instituição de ensino superior que mantém.

 

A construção do poder político de Ednaldo Rodrigues passa pela manutenção de vice-presidentes que integram grupos controlados pela cúpula do Congresso, como o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) – o Amapá está no último lugar do ranking de federações da CBF, mas está na chapa vencedora de Ednaldo. E é reforçada por deputados e senadores que atuam abertamente em favor dele.

 

O Estadão mapeou 22 congressistas com algum grau de atuação legislativa favorável a Ednaldo Rodrigues. A defesa é liderada por parlamentares da Bahia, sua terra natal, tanto governistas como de oposição. Mas também conta com congressistas que seguiam a cartilha de antecessores na CBF e transferiram o apoio a Ednaldo.


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Citado pelo jornal O Estado de São Paulo como fazendo parte da "bancada da bola", o deputado federal Coronel Meira (PL) desmentiu enfaticamente a informação: ”Sou da bancada da bala e não da bola”, disparou o pernambucano.


Reconhecido por suas posições duras a respeito da Segurança Pública, Meira afirmou que vai processar o jornal. A matéria também foi respostada pelo Blog do Ricardo Antunes, que pediu desculpas ao parlamentar e fez a correção. Desse modo, apenas o deputado federal Felipe Carreras (PSB), dentre os parlamentares pernambucanos, pertence de fato à polêmica bancada.



Créditos: Estadão e Blog do Ricardo Antunes

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