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Prefeitos aprovam teto de R$ 350 mil para cachês de artistas e MPPE reforça monitoramento de gastos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Durante a assembleia, os prefeitos votaram primeiro a criação de um teto e, em seguida, o valor sugerido


Os prefeitos presentes na assembleia da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), nesta terça-feira (17), aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês de artistas contratados para festas públicas em 2026. A proposta foi apresentada após consulta com gestores municipais e recebeu amplo apoio entre os participantes.


De acordo com levantamento da Amupe, 149 prefeitos participaram da pesquisa e 143 concordaram com o tabelamento como referência para as contratações. O valor, no entanto, não será obrigatório, funcionando apenas como orientação para evitar aumentos excessivos nos cachês pagos pelas prefeituras.


A entidade também informou que, em 2025, apenas 1% dos cachês pagos foram superiores a R$ 600 mil, enquanto a média geral ficou entre R$ 200 mil e R$ 250 mil.


Durante a assembleia, os prefeitos votaram primeiro a criação de um teto e, em seguida, o valor sugerido. O então presidente da Amupe, prefeito Marcelo Gouveia (Podemos), explicou a lógica da decisão aos gestores. Ele reforçou que a medida busca criar um parâmetro para conter a escalada dos cachês sem retirar a autonomia das prefeituras.


Durante a reunião, prefeitos também reconheceram que a própria concorrência entre municípios contribui para elevar os valores cobrados pelos artistas. O prefeito de Cabrobó, Galego de Nanai (Avante), afirmou que os próprios municípios contribuem para a inflação dos cachês.


“Quando nós criamos um limitador de preço, nós forçamos que essas bandas baixem o preço. Se fizer um histórico de crescimento do preço de cachê nos últimos três anos, há três anos atrás, uma banda que eu contratei a 200 mil, hoje custa 700 mil reais. Não tem nenhum índice de correção que justifique um aumento com o preço desse”, disse.


Além do teto para cachês, os prefeitos também aprovaram outra recomendação: que os gastos com festas e os valores pagos aos artistas sejam reajustados apenas com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Segundo Marcelo Gouveia, a regra pode ajudar a conter o aumento acelerado dos valores cobrados pelos artistas.


“Se a gente não reajustar acima do IPCA, a gente já vai dar uma travada grande nessa nos próximos, para que não continue crescendo de forma exorbitante. Isso é muito importante, talvez até mais importante do que o próprio teto”, afirmou.


A discussão sobre os gastos com festas ocorre em meio ao acompanhamento feito pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O órgão mantém uma plataforma pública que permite acompanhar os gastos das prefeituras com eventos e festividades, ferramenta criada para aumentar a transparência e permitir o controle dos investimentos realizados pelas gestões municipais.


Dados divulgados anteriormente mostram que algumas cidades chegaram a gastar mais de R$ 2 milhões em festas, o que intensificou o debate sobre limites e critérios para a contratação de artistas.


Presente na reunião, o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Cavalcante Xavier, afirmou que o objetivo do Ministério Público não é impor restrições, mas orientar as gestões.


Uma das falas mais contudentes em defesa da imposição de limites nos cachês pagos a artistas veio do prefeito de Belo Jardim, Gilvando Estrela. Segue o vídeo com a fala do gestor.




Créditos: Diário PE

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