Polícia atualiza para 121 o número de mortos em megaoperação no Rio
- Jason Lagos
- 30 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas: 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação feita nos complexos do Alemão e da Penha, zona Norte da capital, na última terça-feira (28).
A informação foi atualizada na manhã desta quinta-feira (30), após os registros da chegada de corpos no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, na região central do Rio.
Batizada de Operação Contenção, a ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha. Entre os alvos, 30 eram de outros Estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.
54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais também morreram na ação — dois policiais militares e dois policiais civis.
Além das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas — sendo 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em apuração de drogas.
O governo do estado classificou a operação como “o maior baque da história contra o Comando Vermelho”. O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) informou que enviará técnicos ao IML para realizar uma perícia independente nos corpos.
A operação superou o Massacre do Carandiru, episódio que terminou com a morte de 111 detentos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, em 1992, e se tornou a ação mais letal da história do Rio de Janeiro e do país.
O grupo de governadores de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu em reunião virtual na manhã de quarta-feira (29) pressionarem pela aprovação do projeto de lei que classifica o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.
O movimento é liderado pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que organiza a comitiva de governadores ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30). O encontro com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), deverá ocorrer as 18h.
A ideia é que eles manifestem apoio ao projeto de lei busca equiparar ao terrorismo as condutas de facções e milícias, como a dominação territorial e os ataques a serviços essenciais, garantindo penas mais severas.
Em paralelelo à repercussão da mega operação policial, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou para a próxima terça-feira (4) o julgamento de uma ação que pode levar à cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A data foi marcada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, após liberação do caso pela relatora do processo, ministra Isabel Gallotti.
A Procuradoria-Geral Eleitoral, braço da PGR no TSE, defendeu no ano passado a cassação do governador e do vice-governador.
O órgão afirma que houve abuso de poder político e econômico envolvendo o financiamento de projetos e programas da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Uerj em 2022.
Em maio deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) foi contra a cassação de Castro. Mas o MP Eleitoral recorreu ao TSE e reforçou o pedido de cassação de Castro.
Créditos: CNN Brasil




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