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Pedido de vistas ao projeto de empréstimo estava previamente combinado na bancada de situação

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 29 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

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O pedido de vistas que foi feito do projeto que solicita autorização da Câmara para que a Prefeitura possa contratar um empréstimo de R$ 25 milhões para obras de infraestrutura estava combinado antes mesmo da reunião da última terça (27).


Apesar do esforço para lotar o auditório da Câmara, com o intuito de pressionar os vereadores da oposição, e a presença de duas emissoras de TV, o governo já tinha avaliado que o projeto seria rejeitado, caso fosse posto em votação, daí a necessidade de pedir vistas à proposição.


O que o governo não contava era com a entrada em pauta, de última hora, dos projetos de readequação do percentual de suplementação da Previdência Municipal e do empréstimo para a construção de um hospital.


A inclusão do projeto da Previdência foi bastante oportuna para a oposição, já que havia uma condicionante entre a aprovação da matéria e a concessão de reajuste para a categoria dos professores, o que permitiu ao presidente Zeba Climério articular a presença na Câmara de muitos docentes, contrabalançando a presença de apoiadores do governo.


Com a rejeição do projeto de empréstimo para a construção do hospital, uma eventual aprovação do segundo projeto de empréstimo, na mesma sessão, passou de muito difícil para impossível, pois uma votação inevitavelmente contagiaria a outra.


Com o pedido de vistas, feito pelo vereador Gilson Julião, o governo ganhou tempo para promover audiências públicas a respeito do projeto de empréstimo para infraestrutura, o que será um elemento a mais de pressão na bancada de oposição.


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Após a rejeição do projeto de empréstimo para a construção do hospital, houve reações excessivas nas redes sociais por parte de militantes e eleitores do grupo Taboquinha. Uma dessas foi Roberta Jordana, identificada pela vereadora Nega como professora e sobrinha do secretário de Articulação Política, Galego de Mourinha.


Utilizando uma arte que já circulava, com a imagem e o nome dos vereadores que votaram contra o projeto, e que trazia o título "Votaram contra o hospital e o povo", ela acrescentou palavras ofensivas aos parlamentares.


Zeba foi chamado de "bicha de peruca", Nega de "grudenta", Demir de "bicha encubada", Jéssyca de "porca preta" e "cabra preta", Nego Zé de "Analfabeto", Capilé de "Maria vai com as outras", de Zé Boi foi dito que "não sabe nem falar", e de Nailson e Zezin Buxin que ambos "comem dinheiro" para levar santa-cruzenses a hospitais da Paraíba. Muito provavelmente, os vereadores ofendidos irão acionar a Justiça contra e pessoa identificada como Roberta Jordana.


Para ser aprovado, o projeto precisa de, no mínimo, doze votos. O governo precisa acrescentar, aos sete votos situacionistas, pelo menos cinco dos votos da oposição, o que não será fácil conseguir.

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