Partido de Jair Bolsonaro aposta que a anistia avançará, tanto na Câmara como no Senado
- Jason Lagos
- 26 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

O PL passou a tratar a pauta como prioridade absoluta, e a pressão sobre Hugo Motta vai se intensificar
Em meio a ofensiva do PL desde a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, o vice-líder da sigla na Câmara, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirma que o momento político tornou inevitável a votação da anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro.
Segundo o parlamentar, a combinação entre o desgaste do governo no Senado, o conflito aberto entre o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, e a mobilização da oposição após a prisão do ex-presidente formaram um ambiente “maduro” para a pauta avançar.
“A grande maioria dos deputados entende que o momento é agora. Não vamos abrir mão da anistia”, disse em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA.
Nogueira afirma que o PL passou a tratar a pauta como prioridade absoluta — e que a pressão sobre Hugo Motta vai se intensificar ao longo da semana.
O deputado cita ainda que a urgência já aprovada anteriormente, com mais de 300 votos, é o principal argumento para acelerar o calendário: “Os deputados querem votar. O Brasil inteiro fala disso. Não existe clima mais favorável do que este”.
O vice-líder também aposta na comoção interna causada pela situação de Bolsonaro na prisão: ele repete a versão da defesa de que o ex-presidente estaria debilitado e que sua condição médica deveria sensibilizar o comando da Câmara.
Nogueira diz que negociações com partidos do Centrão — União, PP e Republicanos — indicam apoio crescente. “O ambiente é propício. O país espera pela pacificação.” A oposição, garante ele, não pretende recuar: “Vamos jogar todo o peso possível. É agora ou nunca”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta terça-feira (25), o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-mandatário vai iniciar o cumprimento da pena na própria Superintendência da Polícia Federal, onde se encontra preso preventivamente desde o último sábado (22).
Moraes determinou o trânsito em julgado dos processos de Bolsonaro e outros réus do núcleo 1 da chamda trama golpista (Alexandre Ramagem, Anderson Torres e Almir Garnier). Com isso, abriu-se caminho para o ex-presidente cumprir a pena definitivamente.
Bolsonaro estava em prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, mas pelo processo que julga coação contra a Justiça. Moraes determinou a prisão preventiva no último sábado.
A decisão se baseou na convocação de uma vigília por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair, e também na tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica no início da madrugada.
A expectativa é que a defesa do ex-presidente entre com um novo pedido de prisão domiciliar devido ao estado de saúde de Bolsonaro, que atualmente tem 70 anos. O último pedido da defesa, de prisão domiciliar humanitária, foi negado pela Suprema Corte.
Créditos: Revista Veja e Metrópoles




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