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Pai do candidato a vice na chapa de João Campos, Sílvio Costa recebeu R$ 1,1 milhão de Daniel Vorcaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 9 de abr.
  • 2 min de leitura

O suplente de senador Sílvio Costa (C) é pai de Sílvio Costa Filho (E) e do advogado Carlos Costa (D)


O Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, repassou R$ 1,1 milhão à RI Consulting, empresa do pai do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do candidato a vice na chapa de João Campos (PSB), o advogado Carlos Costa.


Os dados foram encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado no Senado. A informação é do colunista do Metrópoles, Tácio Lorran. Silvio Costa é ex-deputado federal e atual suplente da senadora Teresa Leitão (PT).


Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março, em Brasília, e negocia um acordo de delação premiada. A Polícia Federal (PF) aponta que ele seria o líder de um esquema que causou um rombo de R$ 50 bilhões, envolvendo crimes de gestão fraudulenta e emissão de títulos sem lastro.


O ex-deputado é sócio da RI Consulting, que tem como administrador o empresário Carlos Antônio da Costa Cavalcanti Neto. Os repasses do Banco Master à empresa foram realizados ao longo de 2025.


A RI Consulting Assessoria e Consultoria Empresarial e Governamental Ltda está registrada na Receita Federal como empresa de consultoria em tecnologia da informação, publicidade, organização de feiras, congressos e exposições, além de serviços de captação de recursos.


A Receita Federal encaminhou documentos à CPI do Crime Organizado que apontam pagamentos milionários realizados pelo Banco Master a importantes nomes da política brasileira.


Um deles é o ex-presidente Michel Temer, cujo escritório de advocacia recebeu R$ 10 milhões. O ex-presidente afirmou que seu escritório de advocacia foi contratado para "uma atividade jurídica de mediação" e contesta o valor informado pelo banco à Receita. Segundo Temer, seu escritório teria recebido R$ 7,5 milhões.


O Banco Master também pagou R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, de propriedade do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.


O escritório Lewandowski Advocacia, por sua vez, recebeu R$ 6,1 milhões em depósitos iniciados em novembro de 2023. A banca pertence à família do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, pouco antes de assumir o Ministério da Justiça.


Também foi informado à Receita repasses de R$ 12 milhões à empresa de Bonnie Bonilha, casada com o enteado do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).


Nos mesmos dados enviados pelo órgão à CPI consta o repasse de R$ 80,2 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), entre os anos de 2024 e 2025.


O ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer e ex-presidente do Banco Central de Lula, Henrique Meirelles, recebeu R$ 8 milhões pelos serviços prestados ao Master.


Segundo nota enviada à CNN, Meirelles disse que manteve um "contrato de serviços de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025".



Créditos: Blog do Ricardo Antunes e CNN Brasil

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