Oposição derrota indicados de Alcolumbre e Hugo para comandar CPMI do INSS
- Jason Lagos
- 21 de ago.
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A oposição no Congresso Nacional conseguiu derrotar nesta quarta-feira (20) as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o comando da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura desvios no INSS.
A maioria do colegiado elegeu Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente. O indicado de Alcolumbre era o senador Omar Aziz (PSD-AM), mas dois senadores anunciaram candidaturas próprias.
Foi o caso de Viana, que é líder do Podemos no Senado. Eduardo Girão (Novo-CE) também colocou seu nome na disputa, mas desistiu e declarou apoio a Viana.
Também havia acordo para que o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), indicado por Motta, assumisse a relatoria do colegiado. O novo escolhido por Viana foi o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
A reunião começou com a presidência da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que conduziu o processo de eleição.
A comissão chegou a ser suspensa para a negociação sobre a escolha do vice-presidente. Sem consenso, Viana decidiu deixar a escolha para a próxima sessão da CMPI. Quatro deputados manifestaram interesse no cargo: Marcel van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Coronel Fernanda (PL-MT) e Duarte Jr. (PSB-MA).
Integrantes da oposição avaliaram que a reviravolta na eleição da CPMI foi uma "vitória histórica". A base governista nega e atua para minimizar a derrota. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirma que a CPMI não será "palco" e nem "palanque para a oposição". Segundo ele, o governo continua com a maioria no colegiado.
O líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), afirmou que a negociação realizada garantiu que o comissão não fosse "capturada pelo governo e nem acabe em pizza".
"Foram conversas, madrugadas a dentro, muito trabalho de vários partidos, vários deputados e senadores. Mas não ganha o partido A ou B, não ganha a oposição. Ganha o Brasil. Nós teríamos uma CPMI, como todo mundo fala, que se transformaria em pizza", afirmou Zucco em entrevista a jornalistas no Senado.
O deputado declarou que Viana se comprometeu a pautar "todas as convocações, convites e quebras de sigilo". O grupo mira, por exemplo, ouvir José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A CPMI mira investigar os descontos ilegais em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), revelados em abril após operação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).
Em mais uma vitória da oposição no dia de ontem, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou o texto-base da criação de um novo Código Eleitoral, e, em uma votação separada, aprovou a instalação do voto impresso. A aprovação da proposta de voto impresso foi por 14 votos a 12.
Créditos: CNN Brasil



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