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Números de Recife, Olinda e Governo do Estado mostram Carnaval com público claramente exagerado

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 horas
  • 3 min de leitura

Segundo a Prefeitura do Recife, o Carnaval injetou R$ 2,8 bilhões na economia, gerando 60 mil empregos


A Prefeitura do Recife contou oficialmente 3,7 milhões de pessoas no Carnaval da capital pernambucana, enquanto a prefeitura de Olinda contou 4 milhões de foliões. O Governo Raquel Lyra contentou-se com um número mais modesto de 2,8 milhões de visitantes em todo o Estado no período de Carnaval.


A prefeitura de Salvador estimou em 1,8 milhão de pessoas o total de visitantes na capital da Bahia. Entretanto, no final da tarde desta quinta-feira (19), o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que o carnaval de Salvador registrou um público de 12 milhões de baianos e turistas. O número é equivalente a cinco vezes a população da capital baiana. 


A divulgação de números de participantes do Carnaval de Pernambuco é uma dessas disputas que não se limitam apenas aos apurados pelos municípios e pelo governo do Estado.


Nos anos 2000, a TV Globo alimentou uma disputa entre o Recife e Salvador sobre a presença de público no Galo da Madrugada e no circuito Barra Ondina que começou com 300 mil e chegou a três milhões, até que o clube de máscaras pernambucano entrou no Guinness World Records.


Mas este ano parece que os prefeitos do Recife, João Campos e Mirella Almeida, se superaram. Para se ter uma ideia sobre a presença de foliões nas cidades irmãs, basta dizer que, segundo o IBGE, a população dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife somava 3.726.442. Isso quer dizer que no Carnaval das duas cidades a alegria motivou mais gente que toda a população da RMR em cada uma delas.


Segundo a Prefeitura do Recife, o Carnaval injetou R$ 2,8 bilhões na economia, gerando 60 mil empregos temporários, proporcionando um recorde de movimentação econômica, recorde de ocupação hoteleira. Se isso de fato aconteceu, o prefeito João Campos pode ter faturado quase 30% de todo o orçamento da Prefeitura do Recife para 2026, fixado em R$ 10,5 bilhões.


Os números de Olinda segundo a Prefeitura da cidade ficaram mais fortes porque o município conseguiu captar recursos, reduzir custos operacionais e iniciar, ainda durante o processo, o pagamento dos fazedores de cultura.


Segundo a prefeita, Mirella Almeida, o modelo adotado fortaleceu a cadeia produtiva do Carnaval e garantiu maior previsibilidade financeira aos artistas e trabalhadores envolvidos.Na prestação de contas, a PMO afirma que o ticket médio estimado foi de R$ 164,47 por folião. Sem dúvida um cálculo muito específico de ser apurado.


O governo do Estado também apresentou um grande número de informações econômicas, embora ao dizer que o Carnaval movimentou R$3,7 bilhões reduz a importância de todos os demais municípios, já que o prefeito João Campos afirma que só a capital faturou R$2,8 bilhões.


A gestão usou o número de 502.205 passageiros que chegaram e saíram do Aeroporto do Recife como se todos viessem para o Carnaval como uma das razões das receitas.


Como é possível estimar que 3,7 milhões de pessoas tenham participado do Carnaval do Recife? Ou que 4 milhões tenham subido e descido as ladeiras de Olinda? Se no Recife e em Olinda tivemos a presença de quase 8 milhões de pessoas, o que poderá ser dito da presença de público nos circuitos do Carnaval da Bahia? Ou nos blocos de São Paulo e do Rio de Janeiro?



Créditos: JC Online

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