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Na contramão do STF, Senado aprova projeto do Marco Temporal

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 28 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

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O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (27/09), por 43 votos a 21, o projeto de lei que estabelece o marco temporal de 5 de outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição – para a demarcação das terras indígenas. O parecer do senador Marcos Rogério (PL-RO) manteve o texto aprovado na Câmara.


Renan Calheiros (MDB-AL) foi um dos favoráveis ao texto. Embora tenha liberado a bancada da minoria para votar, afirmou ter defendido o Marco Temporal na Constituinte e citou, ainda, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do território Raposa Serra do Sol, usado por Marcos Rogério para embasar seu parecer.


“Essa é uma questão em aberto, eu libero a bancada, vou votar favoravelmente ao Marco Temporal porque eu já votei na Assembleia Nacional Constituinte. Mais do que isso, eu estava no Ministério da Justiça quando demarcamos Raposa Serra do Sol e fizemos valer a regra da Constituição, 13 anos depois o Supremo disse que aquela decisão foi constitucional. Se o Supremo hoje muda a posição, eu prefiro continuar coerente com o que escrevemos na Constituição Federal”, disse o parlamentar.


Os senadores vão na contramão do STF, que rejeitou na semana passada, por nove votos a dois, o Marco temporal e passaram a avaliar os parâmetros que valerão com a queda da tese.


A lei pode ser inconstitucional, caso seja questionada. Uma PEC poderia trazer alguma alteração à Constituição e, portanto, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) trabalha com a PEC 132 de 2015, que quer aumentar a indenização paga pelo governo federal aos produtores rurais que tiverem terras demarcadas.


A ideia é que ruralistas sejam indenizados com dinheiro tanto pela terra nua, quanto por benfeitorias feitas nelas. O texto está parado na Câmara desde 2016.


Outra PEC que a FPA poderia usar é a 48/2023, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), que define o Marco Temporal mas não trata de outros temas de discordância com o governo.


O Supremo definiu nesta quarta (27) a tese – que tem repercussão geral, o que significa que este entendimento deverá ser usado em outros casos que tramitam na Justiça sobre demarcação de terras – que substituiria o Marco Temporal. Esta foi a última sessão presidida pela ministra Rosa Weber.


Créditos: Correio Braziliense

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