Mendonça Filho oficializa candidatura ao Senado pelo PL e diz que há ‘clamor’ por nome de direita em PE
- Jason Lagos
- há 11 minutos
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Aliado de Raquel Lyra, o parlamentar chega à disputa com o respaldo de lideranças conservadoras
O ex-ministro e deputado federal Mendonça Filho oficializou, nesta terça-feira (4), sua candidatura ao Senado Federal durante a convenção estadual do PL, realizada no Hotel Bugan, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
A decisão confirma uma articulação construída nas últimas semanas entre o PL e o Podemos e amplia a presença de nomes ligados à base da governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa por uma das duas vagas ao Senado em Pernambuco.
Embora a chapa oficial da governadora tenha como candidatos ao Senado os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), a entrada de Mendonça Filho cria uma terceira candidatura dentro do campo político alinhado ao Palácio do Campo das Princesas.
Aliado histórico de Raquel Lyra, o parlamentar chega à disputa com o respaldo de lideranças conservadoras e do grupo político que apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Ao oficializar a candidatura, Mendonça afirmou que decidiu colocar o nome à disposição dos eleitores após identificar espaço para uma candidatura de direita mais conservadora no Estado.
“Eu avaliei que existia um espaço, um vácuo, um vazio e um clamor da opinião pública de Pernambuco por um candidato que pudesse ter um alinhamento no campo da direita mais conservador e que pudesse dialogar com a parcela que não se sentia representada. E aí eu decidi encarar a disputa e submeter meu nome ao povo pernambucano”, disse.
O deputado afirmou que a decisão foi tomada após semanas de reflexão e que precisou abrir mão de uma candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados que considerava praticamente consolidada.
Segundo Mendonça, familiares chegaram a defender que ele permanecesse na disputa proporcional, mas optou por disputar o Senado após concluir que havia um espaço político a ser ocupado no eleitorado conservador pernambucano.
Durante o discurso, Mendonça também classificou a candidatura como um desafio inédito. Segundo ele, Pernambuco nunca elegeu um senador em uma candidatura independente, sem integrar uma chapa encabeçada por um candidato ao Governo do Estado. O ex-ministro disse que, mesmo diante desse cenário, decidiu assumir o risco por considerar que o momento exigia uma representação mais identificada com a direita conservadora.
O parlamentar também afirmou que sua trajetória política foi marcada pela permanência no mesmo campo ideológico. Disse que sempre atuou na direita, que nunca votou no PT e que recusou mudar de posição política por conveniência ou em troca de cargos ou poder.
"Sempre marchei no campo da direita mais conservadora, acreditando em Deus, valorizando a família. Eu nunca me verguei a dinheiro nem a poder", declarou.
A candidatura fortalece o palanque do PL em Pernambuco e acrescenta uma nova variável à disputa pelas duas cadeiras disponíveis no Senado. Mendonça passa a disputar espaço principalmente com candidaturas que também buscam dialogar com o eleitorado de centro-direita e da direita no Estado.
Até então, a avaliação nos bastidores era de que Eduardo da Fonte concentraria parte significativa desse segmento do eleitorado. Com Mendonça na corrida, o cenário passa a contar com mais uma candidatura competitiva nesse campo político.
Ao projetar uma eventual atuação no Senado, Mendonça afirmou que pretende representar Pernambuco inspirado em nomes que marcaram a política estadual, como Marco Maciel, Roberto Magalhães e Jarbas Vasconcelos, de quem foi vice-governador entre 2003 e 2006.
Créditos: JC Online




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