Marília Arraes vira peça-chave na eleição de 2026 e embaralha planos do PSB
- Jason Lagos
- 31 de out.
- 2 min de leitura

O Datafolha pode ter começado a tornar a candidatura de Marília Arraes ao Senado irreversível
A primeira rodada da pesquisa Datafolha esquentou o cenário político pernambucano. A corrida pelo senado ganhou uma nova fase. A liderança da ex-deputada Marília Arraes (SD) pode ter começado a tornar sua candidatura ao senado irreversível por alguns fatores. Primeiro, pelo capital político que ela detém. Mesmo fora de mandato, a neta de Arraes ostenta números excelentes.
Depois, a eleição para governador se desenha um clássico, mesmo João Campos, hoje, tendo vantagem e números que resolveriam a eleição já no primeiro turno. Quando o cenário ficar mais cristalino, próximo às convenções partidárias, ter Marília na chapa será fundamental para a Frente Popular, sobretudo na Metropolitana. O recall, sua capilaridade e um possível voto de reparação - no qual o eleitor poderá entender que é a vez dela - são o somatório de uma candidatura a senadora que aparentemente não tem mais volta.
Com a chance real de ter Marília no senado, a chapa de João Campos começa a se fechar com a outra vaga para o atual senador Humberto Costa (PT), pelo alinhamento nacional com o presidente Lula, restando só a vice para completar a chapa. O nome de Miguel Coelho é o mais desejado pelos socialistas.
Outros nomes, como o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), também aparecem na disputa pela segunda vaga, cada um com limitações distintas. Silvio tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas enfrenta baixa lembrança entre o eleitorado. Já Miguel, que tenta se posicionar como oposição à governadora Raquel Lyra, enfrenta o impasse da federação partidária entre União Brasil e Progressistas, que integra a base da ex-tucana.
Mesmo estando em segundo na pesquisa, o senador Humberto Costa (PT) corre sério risco caso Marília Arraes seja candidata ao senado. A divisão do voto da esquerda e do apoio de Lula poderá dar a vitória para um candidato de centro-direita e que tenha o mínimo de estrutura. Costa poderá ter o segundo voto de Marília, mas é uma incógnita.
A pesquisa Datafolha trouxe um número positivo para o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Mesmo nunca tendo disputado uma candidatura majoritária no estado, Da Fonte aparece empatado com medalhões que já estiveram nas urnas como cabeças de chapa. As pautas da Celpe e, agora, da saúde projetam seu nome em todo o Estado.
Marília Arraes deixou o PSB oficialmente em 2016, tendo rompido com a direção estadual legenda em 2014. Em 2018, concorreu pelo Partido dos Trabalhadores à Câmara Federal, sendo a segunda mais votada, com 193 mil votos.
Créditos: Blog do Elielson e jamildo.com



Comentários