Malafaia diz que pressão popular foi determinante para a convocação de novas manifestações
- Jason Lagos
- 21 de jul.
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Organizador de atos pró-Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia afirma que a nova manifestação marcada para 3 de agosto na Avenida Paulista guarda uma característica diferente das realizadas anteriormente.
“Das outras vezes, nós tomamos a iniciativa de convocar as manifestações e de pedir às pessoas que comparecessem aos atos. Desta vez, não. Pela primeira vez, inverteu. A pressão popular foi feita sobre nós, com uma enxurrada de pedidos nas redes. Desta vez, não vamos pedir a ninguém para não fazer outros atos pelo Brasil, mas vamos focar em São Paulo”, disse.
Segundo Malafaia, as redes sociais de lideranças conservadoras como Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer, Sóstenes Cavalcante, Filipe Barros e Tomé Abduch foram inundadas após o ministro Alexandre de Moraes determinar que Bolsonaro passe a usar tornozeleira eletrônica — decisão acolhida pelos demais integrantes da Primeira Turma do STF.
O tema do protesto, “Reaja, Brasil”, foi definido pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).
Líderes da direita acreditam que o ingresso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na ofensiva contra ministros do Supremo e o governo Lula servirá de combustível para ampliar o número de manifestantes nas ruas.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro está proibido de falar com 191 pessoas. O número pode ser ainda maior, considerando que Moraes também impediu Bolsonaro de se comunicar com essas pessoas “inclusive por intermédio de terceiros” e com “quaisquer autoridades estrangeiras”.
A lista inclui o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, além de todos os investigados nas ações penais 2.668/DF, 2.693/DF, 2.694/DF, 2.695/DF, no inquérito 4.995/DF e os alvos da petição 12.100/DF. Também estão nela todos os embaixadores — Brasília abriga 132 representações diplomáticas.
Todas as ações referem-se à acusação de atentado contra o Estado Democrático de Direito. Os réus negam as acusações.
A medida cautelar foi imposta a Bolsonaro na última sexta-feira, 18/7, e também determinou o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente está proibido de sair de casa entre 19h e 6h nos dias de semana, e em qualquer horário nos fins de semana e feriados. Ele também deve manter distância mínima de 200 metros de qualquer embaixada.
Bolsonaro está igualmente proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, por meio de terceiros.
A justificativa para as medidas restritivas é a possibilidade de fuga de Bolsonaro. No entanto, a decisão de Moraes menciona a palavra “fuga” apenas duas vezes ao longo de 45 páginas, ainda assim sem detalhar como poderia se dar tal ato.
Moraes também autorizou o uso da força “se estritamente necessária para romper eventual obstáculo à execução dos mandados, inclusive o arrombamento de portas e cofres eventualmente existentes no endereço, caso o investigado não esteja no local ou se recuse a abri-los”.
Também foi determinada a realização de “busca pessoal em desfavor de quaisquer pessoas sobre as quais, presentes no recinto no momento do cumprimento da ordem judicial, recaia suspeita de que estejam na posse de objetos ou papeis que interessem à investigação”.
A Primeira Turma do STF encerra às 23h59 desta segunda-feira (21) o julgamento virtual sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor medidas restritivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sexta-feira (18), o colegiado formou maioria com os votos dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia favoráveis a Moraes. Resta apenas a manifestação de Luiz Fux.
Créditos: Metrópoles e CNN Brasil



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