Líder do PL diz que vai insistir em mudar projeto Antifacção para incluir equiparação a terrorismo
- Jason Lagos
- 18 de nov.
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O texto é de autoria do governo, mas é relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP)
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta segunda-feira que a oposição vai insistir em tentar fazer com que o projeto de lei Antifacção traga uma equiparação entre os grupos do crime organizado e grupos terroristas. A votação está marcada para esta terça-feira.
O texto é de autoria do governo, mas é relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), de oposição e licenciado temporariamente do cargo de secretário de Segurança de São Paulo, estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pode concorrer contra o presidente Lula na eleição de 2026.
Derrite nunca chegou a apresentar um relatório que classifica formalmente as facções como terroristas, mas nos primeiros textos divulgados por ele haviam mudanças que equiparavam as penas contra o crime organizado às do terrorismo. Ao fazer isso, o texto também promovia mudanças na Lei Antiterrorismo.
Diante de resistências da base do governo, que temia intervenções estrangeiras e risco de afastar investimentos, Derrite recuou e decidiu não mudar mais nenhum trecho da Lei Antiterrorismo. O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resiste a fazer a equiparação.
Mesmo assim, Sóstenes declarou que a mudança é um pedido de governadores de direita e que seu campo político “não vai abrir mão” de fazer a equiparação. De acordo com ele, há uma tentativa de fazer o PP, União Brasil, Republicanos e PSD apoiarem a alteração no texto.
Mesmo após a quarta versão ser divulgada, ainda há pontos em que o governo se queixa de má técnica legislativa e brechas que poderiam beneficiar faccionados. Do outro lado, bolsonaristas ainda tentam classificar facções como terroristas, algo rejeitado pela base do governo e que não se encontra na versão atual do texto de Derrite.
Sóstenes disse que o melhor caminho seria adiar a votação, mas declarou que a decisão de Motta de pautar o assunto para esta terça deve ser respeitada.
Por sua vez, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), pediu o adiamento e também que Derrite saia da relatoria.
Créditos: O Globo



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