Lula adia reforma enquanto ministros enfrentam crise; oposição articula CPMI
- Jason Lagos
- 2 de mai.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado promover uma reforma ministerial imediata, enquanto o governo federal enfrenta um novo escândalo. Desta vez, o alvo tem sido o ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), em decorrência de uma operação contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por desvios fraudulentos.
No Palácio do Planalto o posicionamento adotado é de que o foco tem sido nas investigações ligadas ao INSS, enquanto o ministro deverá prestar esclarecimentos sempre que necessário sobre o caso.
Antes de pensar em afastar Lupi do cargo, Lula deverá levar em consideração o apoio da bancada do PDT no Congresso Nacional, onde a sigla dispõe de 17 deputados federais e três senadores.
O momento é sensível, visto que o petista está de olho na reeleição em 2026 e precisa de apoio no Legislativo para aprovação de propostas que garantam uma melhora na avaliação do governo Lula junto ao eleitorado.
Até o momento, o Planalto sinaliza que Lupi deve permanecer no cargo. Porém, nesta quinta, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), disse que a demissão de Lupi vai depender da reação dele à crise sobre o tema.
O bilionário esquema de fraude nos descontos de mensalidade sobre aposentados, além de ter lesado milhões de brasileiros nos últimos anos, impactou “direta e negativamente” a fila de espera de benefícios em todo o país e causou prejuízo operacional de R$ 5,9 milhões ao próprio INSS.
Pesquisa Atlas/Intel divulgada ainda na quinta indica que 85,3% dos brasileiros defende que Lula demita Lupi. Enquanto isso, cresce pressão no Congresso para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso. Se a ideia não prosperar na Câmara, senadores da oposição já buscam assinaturas para criação de uma comissão mista (CPMI).
Os pernambucanos na lista pró-CPI da Câmara são: André Ferreira (PL), Pastor Eurico (PL), Coronel Meira (PL), Fernando Rodolfo (PL), Clarissa Tércio (PP), Mendonça Filho (União Brasil) e Ossesio Silva (Republicanos). No país, o partido com mais assinaturas é o PL, com 82 dos 91 deputados da bancada apoiando a “CPI das Fraudes do INSS”.
Créditos: Metrópoles e Blog do Ricardo Antunes



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