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Impasse sobre vaga no STF provoca clima de ruptura entre Alcolumbre e governo Lula

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 20 de nov.
  • 2 min de leitura

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Alcolumbre teria se recusado a conversar até mesmo com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner


A relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu um nível crítico após o impasse na escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas pela analista de política da CNN, Clarissa Oliveira, o ambiente é descrito como de “ruptura”, com episódios de resistência explícita por parte de Alcolumbre às tentativas de diálogo do governo.


De acordo com relatos feitos à CNN, Alcolumbre teria se recusado a conversar até mesmo com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que virou alvo direto da irritação do senador. O petista teria buscado Alcolumbre e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas teve suas tentativas de contato rejeitadas — inclusive em situações em que ambos estavam fisicamente próximos no plenário.


A tensão cresceu após a percepção, por parte de Alcolumbre, de que Wagner atuou para barrar ou dificultar uma possível indicação de Pacheco ao STF. Considerado entusiasta da nomeação do mineiro, Alcolumbre teria afirmado a aliados que não atenderia mais o líder do governo, chegando a sugerir que apagassem o número do celular dele. Nos bastidores, o presidente do Senado teria avisado que o governo passaria a lidar com “um novo Davi”.


O estopim mais recente da crise ocorreu na última segunda-feira (17), quando Lula recebeu Rodrigo Pacheco no Palácio do Planalto. No encontro, o presidente tentou convencer o senador a disputar o governo de Minas Gerais em 2026, numa costura política que abriria espaço para a indicação de Jorge Messias ao STF. Pacheco, no entanto, respondeu que pretende deixar a vida pública ao fim de seu mandato, descartando novas disputas eleitorais.


O episódio expõe uma fissura significativa entre o Planalto e uma das figuras mais influentes do Senado, responsável por comandar a sabatina e a votação de qualquer indicação ao Supremo. O impasse, portanto, não apenas trava a escolha do novo ministro, como coloca em risco a articulação política do governo em um dos momentos mais sensíveis da gestão Lula.


Lula pode indicar Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso ainda nesta quinta-feira (20). O AGU deve se encontrar com o petista pela manhã, no Palácio da Alvorada, antes de embarcar para São Paulo e, na sequência, para a África do Sul.



Créditos: CNN Brasil

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