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Gilson Machado propõe candidatura do PL ao governo do Estado contra João Campos e Raquel Lyra

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

Segundo Machado, é ilusão de Raquel Lyra o presidente Lula ter dois palanques em Pernambuco este ano


Candidato ao Senado em outubro, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado defendeu esta semana o lançamento de uma candidatura do PL ao governo de Pernambuco, colocando uma alternativa à polarização Raquel Lyra (PSD) versus João Campos (PSB) e fortalecendo o partido no Estado.


Sem citar nomes, ressaltou, porém, a necessidade de uma candidatura competitiva. “Não pode ser um candidato olímpico, isto é, fazer como aqueles países que só aparecem nas Olimpíadas na hora do desfile de abertura, ao lado de países de ponta nos jogos”, ironizou.


Segundo ele, é ilusão de Raquel Lyra o presidente Lula ter dois palanques em Pernambuco, porque, na sua visão, é líquido e certo que, postulante à reeleição, o presidente da República apoiará abertamente a candidatura de João Campos.


Na candidatura ao Senado, Gilson Machado espera multiplicar os quase 130 mil votos que obteve na eleição para prefeito do Recife. Na ocasião, ficou em segundo lugar, com 13,9% dos votos válidos, embora em distância abissal dos 78,1% obtidos por João Campos, mas conta com reforço no recall do pleito de 2024 e sobretudo no apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do bolsonarismo contra a reeleição de Lula.


Gilson informou que se reunirá com Flávio Bolsonaro em fevereiro para traçar a estratégia de sua candidatura ao Senado, que disse ser irreversível, sob a alegação de ter sido o nome lançado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua condenação e prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.


O ex-ministro declarou não temer a concorrência ao Senado do ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira, presidente do PL local, que o defenestrou da presidência do partido no Recife e com quem está rompido.


Pontuou ainda que suas divergências com Anderson Ferreira são políticas e não pessoais, mencionando a subida dos Ferreira no palanque do PT na eleição de 2022 e votos do irmão André Ferreira, deputado federal, contrários às orientações do PL, como o favorável ao ressurgimento do seguro obrigatório de veículos, o antigo DPVAT.


Gilson rebateu com veemência a acusação de Anderson de ser um personagem isolado no PL de Pernambuco, enfatizando que isolado é o presidente do PL local, por não conseguir reunir dois outros deputados federais do partido, Pastor Eurico e Fernando Rodolfo, e não trazer para a legenda políticos como a deputada federal Clarissa Tércio (PP), o deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP) e o vereador Eduardo Moura (Novo).



Créditos: Blog do Ricardo Antunes

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