Flávio e Eduardo Bolsonaro se encontram com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca
- Jason Lagos
- há 2 horas
- 3 min de leitura

A reunião aconteceu no Salão Oval, como é chamado o principal escritório do presidente norte-americano
O senador (PL-RJ) e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, nesta terça-feira (26). O encontro também contou com a presença do jornalista Paulo Figueiredo e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025.
A reunião aconteceu no Salão Oval, como é chamado o principal escritório do presidente norte-americano dentro da Casa Branca.
Flávio foi ao encontro de Trump usando um terno azul e uma gravata listrada amarela e verde, cores da bandeira do Brasil. Ele também fez questão de usar o broche de senador brasileiro.
Segundo Figueiredo, o encontro durou mais de uma hora e meia. O jornalista disse que ele, Flávio e Eduardo chegaram à Casa Branca por volta das 15h e deixaram o local às 16h40.
Nas imagens divulgadas, o senador Flávio Bolsonaro aparece ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um dos registros dentro da Casa Branca. Em outra foto, também posam juntos Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo..
Flávio desembarcou nos Estados Unidos na última segunda-feira (25). Já existia a expectativa desse encontro acontecer, porém, até então, o governo norte-americano não havia confirmado oficialmente qualquer encontro entre Trump e integrantes da comitiva brasileira.
Na agenda de Trump, estavam agendas a visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas — sem confirmação de o presidente norte-americano se encontrar com os brasileiros.
Antes da reunião, o senador publicou nas redes sociais que seguia para a Casa Branca, sede oficial do governo dos EUA. Em seguida, divulgou um vídeo afirmando que participaria de uma “conversa muito bacana”, sem revelar inicialmente quem estaria presente no encontro. “Daqui a pouquinho vocês vão saber”, disse.
Entre os temas discutidos com Donald Trump estaria o pedido para que as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas pelos Estados Unidos como “organizações terroristas estrangeiras”.
Após a reunião com o presidente dos Estados Unidos, durante entrevista coletiva Flávio afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ido ao país para fazer “lobby para traficantes”.
“Enquanto Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim pedir apoio no combate ao crime organizado”, declarou.
O senador disse também que sua visita teve como objetivo apresentar uma alternativa política ao atual governo brasileiro e reforçar uma agenda voltada ao combate ao crime organizado e ao estreitamento de relações com países que, segundo ele, compartilham valores democráticos e de desenvolvimento.
Segundo Flávio, Trump perguntou sobre a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o presenteou com uma “challenge coin”, moeda tradicionalmente oferecida como símbolo de respeito e reconhecimento nos Estados Unidos.
Para o senador, o encontro representou um gesto de reconhecimento internacional à sua pré-candidatura. Ao encerrar o seu pronunciamento, Flávio disse que um eventual governo seu buscaria fortalecer parcerias estratégicas com os EUA, Israel e países europeus, com foco em segurança, tecnologia e geração de investimentos.
Apesar de não ser comum, esta não é a primeira vez que Trump recebe na Casa Branca um político estrangeiro sem cargo de chefe de Estado. No ano passado, o republicano recebeu Karol Nawrocki, então candidato à Presidência da Polônia, antes do primeiro turno das eleições no país. A reunião gerou críticas e acusações de interferência norte-americana no processo eleitoral polonês.
A agenda entre Trump e o filho mais velho de Jair Bolsonaro aconteceu cerca de 20 dias depois de o presidente norte-americano receber o presidente Lula na Casa Branca e elogiar o petista. Flávio chegou a Washington ainda na segunda-feira (25). O senador, contudo, evitou dar entrevistas ou confirmar o encontro antes, por temor de que a agenda fosse alterada.
Créditos: Correio Braziliense e Metrópoles



Comentários