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Flávio cresce e ultrapassa Lula ainda no primeiro turno, indica pesquisa Palver

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 4 horas
3 min de leitura

Na comparação com a rodada anterior, Lula permaneceu com 41%, enquanto Flávio foi de 40% para 42%


O terceiro levantamento da Palver sobre a corrida presidencial, divulgado nesta segunda-feira (21), mostra uma disputa mais apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com o senador passando numericamente à frente do presidente no principal cenário de primeiro turno. Flávio aparece com 42%, contra 41% de Lula, enquanto Renan Santos (Missão) registra 11% e Augusto Cury (Avante), 2%.


Na comparação com a rodada anterior, Lula permaneceu com 41%, enquanto Flávio avançou de 40% para 42%. Renan Santos também cresceu, de 9% para 11%, enquanto Augusto Cury recuou de 5% para 2%.


Na pergunta espontânea, Lula fica à frente de Flávio Bolsonaro: com 40% contra 39%, Renan aparece com 11%, Augusto Cury com 2% e 6% ainda não sabem em quem votar. A diferença entre os dois principais candidatos, portanto, depende do estímulo apresentado ao eleitor.


Os números da pesquisa mostram um movimento importante para a dinâmica da eleição: a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno começa a se aproximar, em alguma medida, da configuração que normalmente se esperaria apenas para o segundo turno.


No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 47%, contra 43% do presidente, numericamente à frente, mas empatados dentro da margem de erro. Outros 9% dizem que votariam em branco ou nulo ou que não votariam, enquanto 1% permanece indeciso.


Na comparação com a rodada anterior, Flávio mantém os 47%, enquanto Lula oscila de 44% para 43%. A diferença é maior do que a observada na pesquisa divulgada originalmente em 9 de setembro, quando Flávio aparecia 46% a 44% contra Lula. Em todo o caso, o resultado é hoje mais favorável ao senador do que os demais cenários de segundo turno testados pela pesquisa.


Nos demais confrontos, Lula também não apresenta vantagem ampla. O presidente aparece com 43% contra 35% de Augusto Cury, 43% contra 34% de Renan Santos, mas fica numericamente atrás de Ronaldo Caiado, com 44% para o ex-governador goiano a 43%, e de Romeu Zema, com 44% para o ex-governador mineiro a 43%.


O quadro sugere que a vantagem de Lula no segundo turno não é uniforme diante dos diferentes nomes testados pela Palver. A maior diferença aparece contra candidatos com menor intenção de voto no primeiro turno, enquanto os confrontos com Caiado e Zema aparecem praticamente nivelados.


A pesquisa também ajuda a dimensionar o potencial e o limite da candidatura de Flávio Bolsonaro. No total, 50% dizem que não votariam de jeito nenhum no senador, enquanto 40% afirmam que votariam com certeza. Outros 5% dizem que poderiam votar e 4% que provavelmente não votariam.


Lula, por sua vez, tem 53% de rejeição, contra 41% que dizem votar nele com certeza.


A transferência de votos é mais favorável a Flávio Bolsonaro do que a Lula. Mesmo com Renan Santos defendendo que seus eleitores votem branco, nulo ou se abstenham, 25% deles dizem preferir Flávio Bolsonaro, contra 6% que optam por Lula.


Entre os eleitores de Augusto Cury, a diferença também é expressiva: 42% preferem Flávio Bolsonaro, enquanto 22% escolhem Lula. Entre os apoiadores dos demais candidatos, 51% migram para Flávio e 37% para Lula.


A avaliação do governo continua negativa, mas a nova pesquisa não mostra uma deterioração adicional. Na leitura binária, 57% desaprovam o governo do presidente, enquanto 42% aprovam. O resultado é praticamente idêntico ao da rodada anterior.


Na avaliação qualitativa, 56% classificam o governo como ruim ou péssimo, 40% como ótimo ou bom e 4% como regular. Em relação à rodada anterior, recalibrada, a avaliação negativa oscilou de 55% para 56%, enquanto a positiva passou de 41% para 40%.


A desaprovação permanece 15 pontos acima da aprovação, enquanto a avaliação negativa supera a positiva em 16 pontos.


Um aspecto que merece atenção na pesquisa da Palver é a virtual ausência de indecisos, votos brancos ou nulos e abstenção, especialmente no 1º turno. O resultado pode indicar uma amostra com nível de engajamento político acima do observado no eleitorado como um todo, sobretudo porque ainda faltam mais de 10 dias para a eleição.


A própria Palver alerta para possíveis erros de seleção, cobertura, mensuração e não resposta, já que a participação depende da exposição ao anúncio e da decisão do entrevistado de responder. Nem todos os institutos detalham de forma tão clara as limitações de seus levantamentos. Nesse sentido, a transparência metodológica da pesquisa é um ponto positivo da Palver.


A Palver entrevistou 5.000 participantes recrutados por meio de anúncios em redes sociais, entre os dias 15 e 18 de setembro. Considerando o efeito do desenho amostral da pesquisa, a amostra efetiva é de 1.232 entrevistas pelo critério de Kish. A margem de erro amostral máxima para os resultados agregados é de 2,8 pontos percentuais, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00860/2026.



Créditos: Portal Jota

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