Flávio Bolsonaro se encontra com o vice de Donald Trump e com o secretário de Estado dos EUA
- Jason Lagos
- há 10 horas
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Marco Rubio (E), Secretário de Estado dos EUA e Flávio Bolsonaro (D), durante encontro na Casa Branca
Um dia após se reunir com Donald Trump, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou à Casa Branca na tarde desta quarta-feira (27) para reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o vice-presidente americano, JD Vance.
Segundo Flávio, dois temas principais foram tratados nas conversas com Rubio e Vance: a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e PCC como organizações terroristas e os decretos do governo Lula que fixaram novas regras para as big techs no Brasil.
O senador afirmou ter conversado com Rubio por pouco mais de 30 minutos e destacou que o secretário de Estado foi mais “enfático” que outros integrantes da administração Trump na defesa da classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
A classificação, caso seja feita pelo governo dos EUA, impõe restrições financeiras globais severas às facções criminosas brasileiras, permitindo o bloqueio automático de ativos e contas bancárias em solo norte-americano, além de proibir a entrada de integrantes dessas redes no território dos Estados Unidos.
Flávio contou que, na reunião com o vice-presidente americano, o próprio JD Vance “perguntou sobre como estava a situação da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil”. Nesse momento, o senador disse, então, ter comentado sobre os recentes decretos de Lula.
Flávio afirmou ter dito que os decretos de Lula seriam “um ameaça a liberdade de expressão e que nos preocupava muito”. Ele ressaltou que não houve pedido dos americanos em relação ao tema e disse ter lembrado a Vance que Lula pediu “ajuda para China para regular as redes sociais no Brasil”.
O senador brasileiro esteve acompanhado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo. Imagens dos encontros foram publicados nas redes sociais.
No Departamento de Estado dos EUA, Flávio e sua comitiva foram recebidos por Christopher Landau, vice-secretário de Estado da diplomacia norte-americana, e por Darren Beattie, assessor sênior para políticas do Brasil e enviado do governo de Donald Trump.
O movimento em Washington é tratado por aliados do PL como um forte ativo político para a pré-campanha presidencial de Flávio nas eleições de 2026, com o objetivo de demonstrar interlocução direta com a cúpula do governo norte-americano.
A viagem dos integrantes da família Bolsonaro vem sendo monitorada de perto pelo Palácio do Planalto e pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na 3ª feira (26), o vicepresidente Geraldo Alckmin subiu o tom e criticou publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, declarando que o Brasil não necessitava de “mais um da família trabalhando contra o país” nos Estados Unidos.
Créditos: Metrópoles e Poder360
