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Flávio Bolsonaro ganha protagonismo como pré-candidato a presidente e atrapalha Tarcísio

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 17 de nov.
  • 2 min de leitura
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Flávio conta com o apoio do irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA


A possibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputar a eleição presidencial em 2026 ganhou espaço nas últimas semanas, e atrapalha os planos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de concorrer ao Palácio do Planalto.


Flávio tem o apoio do irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já havia manifestado interesse em também participar da disputa. Os dois irmãos se reuniram recentemente nos Estados Unidos, onde Eduardo está exilado, e o deputado teria dito que topa abrir mão do projeto para apoiar o senador.


Eduardo já deu reiteradas manifestações contrárias a Tarcísio de Freitas, a quem acusa de ter se virado contra o pai dele, Jair Bolsonaro, e de tê-lo “apunhalado pelas costas”.


Nos bastidores da direita, o que se avalia é que a família Bolsonaro não aceita a ideia de ser alijada do centro do processo eleitoral do ano que vem, seja com Tarcísio ou qualquer outro candidato de direita – como os governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior ou Romeu Zema.


“Isso acabaria com os planos de uma chapa puro-sangue do Centrão, só com gente deles, em um bolsonarismo sem Bolsonaro”, diz um interlocutor de ambos.


A família também entende que Flávio é um nome mais palatável ao Centrão do que Eduardo, que tem um discurso mais duro e é mais propenso a criar arestas. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também têm problemas com o deputado.


Os dois irmãos vão agora viajar juntos a El Salvador para um encontro com o presidente linha-dura do país, Naiyb Bukele. No Brasil, o líder salvadorenho tem sido citado por bolsonaristas como referência no enfrentamento ao crime organizado.


A área de segurança é hoje uma bandeira central da direita e deve ser um dos temas mais relevantes da disputa presidencial de 2026.


Presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio apresentou o requerimento da viagem ao colegiado no dia 4 deste mês.


No pedido, o senador afirma que o objetivo é promover intercâmbio de experiências e informações sobre políticas de segurança pública, sistema penitenciário e legislação penal. Os detalhes da agenda em El Salvador ainda não foram confirmados.


Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março, embarcará para El Salvador poucos dias depois de virar réu sob acusação de articular sanções ao Brasil e a autoridades brasileiras junto ao governo americano. Segundo a denúncia, objetivo seria interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.


Na sexta-feira (14), a Primeira Turma do STF formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Eduardo. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia.


A visita também ocorre em meio à expectativa dentro do campo bolsonarista de que a experiência salvadorenha seja usada como argumento político no debate sobre endurecimento penal no Brasil.

Para aliados, o encontro dos irmãos Bolsonaro com Bukele tem peso simbólico e deve alimentar o discurso de que a direita oferece respostas mais rígidas para problemas de criminalidade e violência.



Créditos: Folha de SP e CNN Brasil

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