Flávio Bolsonaro afirma ser impossível reconhecer resultado e fala em pedir anulação de eleição

Ao não reconhecer o resultado, Flávio foi aplaudido por parlamentares e governadores que o apoiaram
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições deste domingo (25), disse que "é impossível aceitar o resultado dessas eleições", afirmou que pedirá a anulação dos votos e tratou como "sacanagem" a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que prorrogou em duas horas o horário da votação.
Flávio deu as declarações em Brasília, em um discurso de dois minutos, em uma casa preparada para sua festa da vitória, no Lago Sul, que pertence ao empresário Vicente Santini, um dos coordenadores de sua campanha. Ao não reconhecer o resultado, ele foi aplaudido por parlamentares e governadores que o apoiaram.
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto", disse Flávio.
"O ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros e diversas cidades de diferentes estados", completou, ao comentar decisão do ministro do STF Cristiano Zanin.
Flávio voltou a associar Zanin a Lula. "Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende a um pedido por cima da Justiça Eleitoral."
No término de sua fala, colocou em dúvida o procedimento do TSE após o término da apuração. "O detalhe que poucos sabem aqui. Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre [do TSE] a partir do momento que a decisão foi tomada. Então, tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora, nessas eleições", sem explicar qual seria a irregularidade a qual se referia.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que não é verdade que fiscais do Partido Liberal (PL) tenham sido retirados de sala-cofre da corte nesse domingo (25). A corte eleitoral esclareceu que a sala-cofre não é aberta a nenhuma visitação. Dois fiscais do partido estiveram no TSE e puderam acessar todas as demais áreas e unidades do tribunal que podem ser visitadas.
“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, diz a nota.
Segundo o TSE, os fiscais do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou neste domingo (25) a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial brasileira e comparou o resultado à disputa estadunidense de 2020, quando ele perdeu para Joe Biden (Partido Democrata).
“Acabaram de aplicar no Brasil o manual de Joe Biden. Bolsonaro tinha uma grande vantagem no primeiro turno e era o claro favorito para vencer o segundo. Mas os comunistas não largam o poder depois que o conseguem”, afirmou Trump.
Horas antes da fala de Trump, o advogado americano Martin De Luca, que representa o Trump Media & Technology Group e a plataforma Rumble em processos no STF, postou um texto no X afirmando que, diante da decisão de Zanin, a comunidade internacional não reconheceria uma eventual vitória de Lula, que passaria a ser visto como o novo Nicolás Maduro, ditador deposto da Venezuela, que comandou a fraude eleitoral de 2024.
Créditos: Folha SP, Metrópoles e CNN Brasil




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