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Felipe Nunes, CEO da Quaest, fala sobre detalhes importantes da pesquisa de 14/09 - ver gráficos

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 11 minutos
2 min de leitura

Flávio tem conseguido um desempenho surpreendentemente alto entre as mulheres, aponta Felipe


Quaest: Lula mantém a liderança (36%), mas vê Flávio se aproximar (31%). É a menor distância entre os dois na série histórica de 1º turno da Quaest. Cury vai a 7%, Renan e Caiado aparecem com 4% cada um, Zema tem 1%. Ainda há 10% de indecisos e 7% que não vão votar em ninguém.



Em um eventual 2º turno, continua o empate técnico, mas agora com Flávio Bolsonaro numericamente a frente de Lula: 42% a 40%. É o mesmo resultado observado em abril/26, antes do vazamento do áudio entre Flávio e Vorcaro. Indecisos são 5% e 13% dizem que não vão votar em ninguém.



Alguns movimentos merecem um destaque. Flávio tem conseguido um desempenho surpreendentemente alto entre as mulheres, que foram o principal campo de rejeição a Bolsonaro depois da pandemia e da política de facilitação do porte de armas do governo passado.



O desempenho de Flavio também chama atenção no Sudeste. A distância para Lula, que já foi de 2pp, agora é uma vantagem de 16pp. Por ser a região mais populosa do país, é onde os candidatos tem passado o maior tempo de campanha.



Outro segmento que merece destaque é o do eleitorado que recebe entre 2 e 5 salários. Trata-se do público que foi muito beneficiado com políticas econômicas neste governo, mas que neste momento dá uma vantagem de 10pp a Flávio.



Em se mantendo esse cenário calcificado entre lulistas e bolsonaristas, os independentes farão a diferença. Neste momento, a vantagem numérica de Flávio para Lula neste grupo é de 10pp. Vai se consolidando uma vantagem aqui.



A alta e constante desaprovação do governo Lula (50%) também ajuda a explicar esse momento. É inédito um incumbente que busca a reeleição e não consegue melhorar sua aprovação durante a campanha. E isso tem feito a diferença. Já que o governo consegue transformar 93% de sua aprovação em intenção de voto (40/43).


O medo também parece oscilar contra Lula neste momento. De julho pra cá, o medo da continuidade do governo Lula foi de 38% para 44%, uma tendência negativa e constante muito parecida com a curva de intenção de voto.



Essa percepção negativa traduzia em medo está aparecendo principalmente entre as mulheres. No começo do mês passado, o medo de um novo governo Bolsonaro era de 48%. Agora, foi para 42%, mesmo patamar de medo de um novo governo do Lula.



Nas outras simulações de 2º turno, também dá pra ver o momento complicado do governo. Augusto Cury e Lula aparecem tecnicamente empatados, mas com vantagem numérica para Lula: 38% a 36%.



Lula e Caiado também aparecem tecnicamente empatados, também com vantagem numérica para Lula: 41% a 39%.



Contra Renan Santos, o cenário é o mesmo: empate técnico dentro da margem de erro: 41% a 38%. Lula leva vantagem apenas numérica contra todos esses adversários.



Lula leva vantagem estatística no 2º turno apenas no cenário contra Romeu Zema: 45% a 33%.



A Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 10 e 13/set; a margem de erro é de 2pp e o nível de confiabilidade de 95%. Registro no TSE: BR-03607/2026.



Créditos: Perfil de Felipe Nunes no X

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