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EUA voltam a citar “censura” no Brasil para justificar tarifaço de 50% contra o país

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 16 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent (E) e o representante comercial Jamieson Greer (D)


O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse nesta 4ª feira (15) que o tarifaço aplicado a produtos brasileiros está relacionado a “preocupações extremas com o Estado de Direito, a censura e os direitos humanos” no Brasil. A declaração foi feita ao explicar a tarifa de 50%, que entrou em vigor em 6 de agosto de 2025.


Depois de várias semanas sem nenhuma autoridade tocar no assunto, na véspera de uma reunião de negociação com o Brasil, representantes dos EUA voltaram a falar sobre censura e violações ao Estado de Direito no Brasil.


Segundo Greer, as sobretaxas foram motivadas por casos em que “um juiz brasileiro assumiu a responsabilidade de ordenar que empresas dos EUA se censurem, dando-lhes ordens secretas para gerenciar o fluxo de informações”.


Ele explicou que 10% do valor se referem à tarifa recíproca “que todo mundo tem”, usada para “controlar o déficit comercial global”. O resto seria uma forma dos Estados Unidos comunicar ao Brasil sua insatisfação com a situação política do país.


O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também esteve presente e interrompeu a fala de Greer para acrescentar que houve “detenção ilegal de cidadãos americanos que estavam no Brasil”.


As declarações foram dadas na véspera da reunião de negociação entre Brasil e Estados Unidos para tratar do tarifaço. O encontro entre o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, será nesta 5ª feira (16).


Também no dia de ontem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, D.C, para tratar de temas relacionados à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.


No vídeo publicado após o encontro, Figueiredo afirmou que Eduardo continua “bem-vindo” ao departamento norte-americano. O comentário foi uma resposta a críticas surgidas após fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, sobre ter acontecido uma “química excelente” entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Durante a reunião, foram discutidas as perspectivas políticas do Brasil e os avanços e retrocessos relacionados à anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.


Eduardo ressaltou que o Brasil será “o único país” a tratar de questões comerciais com o secretário de Estado de Trump. Segundo ele, os EUA “seguirão trabalhando para reduzir o poder de regimes totalitários e pessoas que censuram e atrapalham a vida das empresas americanas”.



Créditos: Poder360


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