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Especulações crescem sobre possível aproximação de Miguel Coelho com Raquel Lyra

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

O cenário se intensifica diante das conversas mantidas entre João Campos e o presidente Lula


As indefinições na montagem da chapa majoritária liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), têm ampliado as especulações nos bastidores da política pernambucana e podem provocar um redesenho relevante no tabuleiro eleitoral de 2026. Entre os movimentos observados, ganha força a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), migrar para o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD).


O cenário se intensifica diante das conversas mantidas entre João Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estaria sugerindo uma composição para o Senado com o senador Humberto Costa (PT) e com o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos). A articulação, porém, tem gerado incertezas entre aliados do campo da centro-direita, especialmente no Sertão e no Agreste do Estado.


Nesse contexto, Miguel Coelho estaria inclinado a ouvir lideranças do União Brasil sobre a viabilidade de retomar o diálogo com Raquel Lyra em torno de um projeto ao Senado. A movimentação é vista como estratégica, sobretudo diante da necessidade de redefinição de espaços de poder e da busca por maior protagonismo regional.


Um dos principais interlocutores desse processo seria o ex-governador e atual deputado federal Mendonça Filho (União Brasil). Nos bastidores, Mendonça é apontado como peça-chave para estimular uma mudança de estratégia política da família Bezerra Coelho, abrindo caminho para uma eventual aliança com a governadora.


Caso se confirme, a aproximação entre Miguel Coelho e Raquel Lyra poderá alterar significativamente a configuração eleitoral da centro-direita em Pernambuco, com impacto direto nas disputas no interior do Estado e reflexos na formação das chapas majoritárias para 2026.


O ex-prefeito de Petrolina vem tentando garantir um espaço na chapa de João Campos como candidato ao Senado, mas até agora não conseguiu garantir o posto. Diante dessa dificuldade, houve especulações de que o sertanejo poderia ser o vice de João, o que ele nunca admitiu. Pelo contrário, sempre afirmou que o seu objetivo é disputar o Senado.


Ainda às voltas com a escolha dos seus companheiros de chapa para o Senado, o prefeito João Campos já vê crescerem nos bastidores políticos os movimentos no sentido de garantir a vaga de vice para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, que, depois de ter votado na governadora Raquel Lyra em 2022, virou oposicionista e hoje comanda o grupo contrário a ela na Assembleia composto, majoritariamente, por deputados do PSB.



Créditos: Blog do Mario Flávio e Blog Dellas

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