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Escola que homenageou Lula na Sapucaí é rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

O enredo escolhido pela agremiação foi “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”


A Acadêmicos de Niterói, escola de samba que contou a história do presidente Lula no desfile deste ano, foi rebaixada para a Série Ouro do carnaval carioca. A escola, que recebeu apenas duas notas 10 durante a apuração, foi a última colocada, com 264,6 pontos, atrás da Mocidade Independente de Padre Miguel.


O enredo escolhido pela Acadêmicos de Niterói foi “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O tema gerou críticas e tentativas de intervenção judicial de opositores de Lula, que argumentavam que o desfile se enquadraria como propaganda eleitoral antecipada.


O presidente acompanhou o desfile de um camarote cedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), seu aliado, da primeira-dama, Janja da Silva, e de ministros e outros aliados.


A Acadêmicos de Niterói havia vencido a Série Ouro do carnaval em 2025 e, por isso, desfilou no Grupo Especial este ano, mas agora voltará à liga anterior. Além das questões políticas, o desfile da escola que homenageou Lula teve falhas técnicas. Analistas apontaram problemas também em diferentes quesitos de avaliação.


Frente às críticas, a Acadêmicos de Niterói divulgou, antes da apuração, uma nota oficial na qual afirma que a escola foi perseguida. “Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar”, diz o texto.


O desfile da Acadêmicos de Niterói foi fortemente marcado por críticas políticas a opositores de Lula. O ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, foi retratado pela escola como um palhaço.


Além dele, Michel Temer também apareceu, em uma representação do ex-presidente arrancando a faixa presidencial de uma mulher que seria a também ex-presidente Dilma Rousseff.


Outro ponto polêmico do desfile foi a representação de evangélicos em latas de conserva, o que motivou uma ação da OAB-RJ por preconceito religioso.


O Palácio do Planalto detectou que a crítica feita por evangélicos e outros setores religiosos ao desfile que homenageou Lula foi amplamente difundida nas redes sociais, o que alarmou um grupo do governo.


Aliados de Lula receberam pesquisas mostrando que a repercussão imediata ao desfile na internet foi negativa para o presidente.


Lula tenta articular há anos uma aproximação com evangélicos, grupo mais ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Atrair o apoio desses religiosos tornou-se uma meta do governo neste ano, como uma forma de garantir vantagem eleitoral.


Nos últimos dias, as frentes parlamentares evangélica e católica criticaram o desfile em homenagem a Lula pelas sátiras a famílias evangélicas e anunciaram o pedido de medidas judiciais contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro.


A frente parlamentar evangélica foi reinstalada nesta legislatura com 210 deputados federais como signatários e 26 senadores. Já a católica foi criada com apoio de 194 deputados.



Créditos: InfoMoney e Folha de SP

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