Eduardo Suplicy assume ter doença degenerativa, enquanto Jarbas Vasconcelos escondeu seu estado
- Jason Lagos
- 19 de set. de 2023
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Nesta terça-feira (19), o deputado estadual por São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), revelou ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson, uma enfermidade tão incapacitante, com o decorrer do tempo, como a que acomete o político pernambucano Jarbas Vasconcelos, que se viu compelido a renunciar ao mandato de senador, diante do avanço inexorável do Alzheimer.
A diferença entre os dois é que, enquanto Suplicy aproveitou sua condição para promover o cuidado com a doença, Jarbas tentou esconder o diagnóstico, e seu entorno negava tudo, revelando um preconceito que o ex-senador paulista desconheceu completamente.
No dia 26 de abril, o jornalista Ricardo Antunes antecipou que Jarbas não voltaria mais à vida pública, e que seu suplente, Fernando Dueire, assumiria o mandato de senador. Naquele momento, o estágio da doença já alcançara um ponto crítico.
No dia 1º de setembro, Jarbas se retirou oficialmente da vida pública, recebendo uma bela homenagem no lançamento de sua biografia, escrita pelo ex-assessor de imprensa, Ennio Benning, quando reuniu empresários, amigos e políticos no JCPM Trade Center.
O Parkinson, além dos tremores e problemas de equilíbrio, pode provocar também problemas de sono, incontinência e fadiga. Já o Alzheimer é uma doença degenerativa e progressiva que causa problemas na memória.
O médico neurologista do Hospital de Clínicas de Curitiba, Dr. Gustavo Franklin explica que a Doença de Alzheimer deve ser vista, sim, como uma doença crônica grave de caráter progressivo e inexorável, mas não deve ser vista como uma chaga.
“O preconceito vem deste o próprio paciente até mesmo os familiares, que acabam fortalecendo esse estigma, infelizmente. Muitas evitam informar a amigos ou outros familiares sobre o diagnóstico com receio de que ele seja tratado como ‘merecedor de pena’ ou ‘paciente terminal’”, afirma.
Para romper com este preconceito, o especialista defende que é importante que a família compreenda os sintomas, entendendo que muitos podem ser tratados ou até evitados e que o paciente pode ter uma adequada qualidade de vida.
Créditos: Blog do Ricardo Antunes



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