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Donald Trump cumpre ameaça e impõe tarifa de 25% a produtos brasileiros

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 16 de jul.
  • 2 min de leitura

A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR)


Os Estados Unidos confirmaram nessa quarta-feira (15) a aplicação do tarifaço de 25% a produtos brasileiros. A decisão conclui investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos.


A nova tarifa passa a valer na próxima semana, no dia 22 de julho. A medida, no entanto, apresenta uma extensa lista de exceções, com mais de 2.100 ítens. Produtos como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja, por exemplo, ficarão de fora do novo tarifaço.


Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atribuiu ao governo Lula a imposição da nova tarifa:


“Que não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, escreveu.


Em nota divulgada após o anúncio norte-americano, o governo brasileiro repudiou a imposição da nova tarifa, prometeu reciprocidade, retrucou a versão de Marco Rubio e classificou a medida dos EUA como um “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”.


O governo alega que nunca deixou a mesa de negociação para defender os interesses do país e que apresentou evidências para refutar “cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil”.


Na avaliação de interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se reuniu na manhã desta quarta com autoridades brasileiras que tocam os assuntos internacionais do governo, os argumentos apresentados pelos EUA para aplicar o tarifaço carecem de base técnica e tem viés político.


Embora a investigação dos EUA seja baseada em critérios técnicos da Seção 301, o governo brasileiro vê tom político, sobretudo pelo engajamento da Casa Branca com políticos da oposição no Brasil, como o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi um dos que participou da audiência sobre o tema nos EUA, entre dezenas de inscritos, entre eles brasileiros e norte-americanos. A maior parte das empresas e associações utilizou o período de argumentação para se posicionar contra a aplicação das tarifas.


Flávio Bolsonaro, por outro lado, se manifestou com um tom mais político durante a reunião e argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa devido ao período pré-eleitoral, e que a medida beneficiaria Lula.


Fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que trata da política comercial do país, a investigação que determina a aplicação das tarifas questiona a atuação do Brasil em temas como comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.



Créditos: Metrópoles

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