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Domiciliar a Bolsonaro une Michelle e Tarcísio, e aliados tentam reabilitar candidatura presidencial

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 19 de jan.
  • 3 min de leitura

A ex-primeira-dama e Tarcísio conversaram também com outros ministros para pressionar pela domiciliar


Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) apostam na atuação dele e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) para reabilitar a candidatura presidencial do governador de São Paulo.


Apesar de o ex-presidente ter indicado o filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu representante na disputa eleitoral deste ano, um grupo do entorno do governador avalia que a situação ainda pode mudar.


Na quinta-feira (15), Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), transferiu Bolsonaro para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal conhecido como Papudinha, o que foi considerado uma vitória por bolsonaristas. Eles destacam que o objetivo final ainda é o regime domiciliar.


O ex-presidente estava preso em casa até novembro, quando admitiu uma tentativa de violar sua tornozeleira eletrônica e foi transferido para uma sala na Superintendência da Polícia Federal.


A transferência para a Papudinha, junto ao complexo da Papuda, ocorreu horas após Moraes ter recebido Michelle. A ex-primeira-dama e Tarcísio conversaram também com outros ministros para pressionar pela prisão domiciliar.


O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), foi oresponsável por levar Michell para conversar com Alexandre de Moraes. O encontro aconteceu horas antes de Moraes decidir transferir Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Papudinha, onde o ex-presidente ganhou uma cela maior e alguns benefícios para sua saúde.


Ainda que Moraes resista a conceder o benefício ao ex-presidente, aliados de Tarcísio apostam que possa haver uma pressão de outros ministros para convencer o relator a recuar.


Segundo bolsonaristas pró-Tarcísio, esse esforço serviria à estratégia de convencer Bolsonaro a retirar a candidatura de Flávio e endossar a do governador –que é preferido por parte do centrão e do mercado financeiro por ser considerado mais competitivo contra Lula (PT).


Três dias depois da transferência de Jair Bolsonaro para a "Papudinha", o vereador Carlos Bolsonaro manifestou neste domingo (18), nas redes sociais, contrariedade com o que chamou de um movimento para "anular" a candidatura de Flávio Bolsonaro e dar um "xeque-mate" nos planos eleitorais dos filhos do ex-presidente.


Sem citar nomes, e seguindo seu tradicional estilo de deixar conclusões a cargo de seus seguidores, Carlos afirmou haver, a seu ver, um enredo "cristalino".


- O enredo é cristalino. Insistem diariamente em qualquer iniciativa que anule Jair Bolsonaro e favoreça determinados interesses. Se existe um acordo, confesso que não posso afirmar, mas todo o movimento se torna, a cada dia, mais óbvio.


- Tentar anular Flávio Bolsonaro e “desqualificar” a carta do último presidente virou ponto de “honra” entre os envolvidos. Tenho plena certeza do método e de onde isso vai chegar. Deram o cheque esperando, depois, tentar o xeque-mate.


O bispo Robson Rodovalho, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a dar assistência religiosa a Jair Bolsonaro na prisão, diz que ficou de conversar com o senador Flávio Bolsonaro no fim do mês para discutir sua candidatura presidencial.


A preferência da liderança evangélica por uma chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), segundo o líder da igreja Sara Nossa Terra, "é unânime".


Mas, se Bolsonaro insistir no filho como candidato, o cenário muda. "Hoje o nome de Flávio está posto. Vamos ver se vai ser mantido, se o presidente vai manter. Nós não podemos nos dividir, tem que ser um grupo só, a direita tem que entrar junta".


O senador Flávio Bolsonaro planeja embarcar nesta segunda-feira (19) para seu primeiro giro neste ano eleitoral, que terá como destino Israel e pode incluir países da Europa.


Flávio e o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve o mandato de deputado federal cassado no ano passado, foram convidados a palestrar em uma conferência de combate ao antissemitismo, que ocorrerá em Jerusalém, em 26 e 27 de janeiro, e terá a presença do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Em seguida, o senador viaja também para o Bahrein e para os Emirados Árabes.


Segundo aliados dele, o objetivo é se aproximar de líderes da direita no mundo, a exemplo de Netanyahu. A viagem foi organizada por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março.



Créditos: FOLHAPRESS, SBT News e Metrópoles

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