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Desistências de Kim Kataguiri e Paulo Serra alertam PT sobre possível vitória de Tarcísio no 1º turno

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 23 de jun.
  • 3 min de leitura

Apesar do cenário preocupante, a campanha de Haddad considera as desistências como algo esperado


O anúncio das desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da disputa pelo governo de São Paulo acendeu o alerta na pré-campanha de Fernando Haddad (PT) sobre uma possível vitória do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já no primeiro turno.


A ida de Haddad para o segundo turno é considerada pelo PT como essencial para o sucesso da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é de que é preciso garantir palanque a Lula no principal estado da federação para evitar uma vitória com ampla larga margem para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Apesar do cenário preocupante, a pré-campanha de Haddad considera as desistências como algo esperado. A leitura é de que ambas as pré-candidaturas eram frágeis e que tanto Kim como Serra querem ser deputados.


Os petistas ainda enxergam Tarcísio “jogando pesado” para evitar o segundo turno e acreditam que Paulo Serra, que é ex-prefeito de Santo André, tenha se seduzido com uma possível promessa de espaço para o PSDB no eventual segundo mandato de Tarcísio, além da ajuda do governador para a sua campanha à Câmara dos Deputados. Serra nega que tenha havido qualquer acordo do tipo.


A equipe de Tarcísio já vinha monitorando de perto o cenário da disputa em São Paulo de olho na possível vitória em primeiro turno e tratava como questão de tempo a retirada das pré-candidaturas de Kim e Serra. Este último vinha mantendo conversas com o governador para uma possível aliança já no primeiro turno.


A ideia do PSDB, capitaneada pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, era manter a pré-candidatura pelo máximo de tempo possível para fortalecer a montagem da chapa tucana de deputados, bem como posicionar o partido nacionalmente. Nos bastidores, no entanto, aliados de Tarcísio já contavam que Serra retiraria a candidatura.


De acordo com pessoas da federação PSDB-Cidadania, o PT chegou a tentar uma aproximação com Paulo Serra para fomentar a sua permanência na disputa. O movimento, no entanto, foi rechaçado pela maioria dos membros da própria federação.


Em relação a Kim Kataguiri, o entendimento é que o Missão, partido fundado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) para a disputa das eleições deste ano, precisa de um dos seus nomes mais conhecidos para puxar votos e atrair cadeiras para a bancada, visando ultrapassar a cláusula de barreira.


Com a saída da dupla, o atual cenário aponta para uma espécie de segundo turno antecipado entre Tarcísio e Haddad. E, segundo avaliação feita pelas duas pré-campanhas, a tendência é de que o atual governador herde boa parte do eleitorado de Serra e Kim, que são candidatos mais à direita.


No levantamento mais recente de intenção de voto para governador, divulgado pela Paraná Pesquisas na sexta-feira (19), Paulo Serra aparecia com 4,6% e Kim era citado por 3% dos eleitores, atrás de Tarcísio de Freitas, 45,6%; e Fernando Haddad, 34,1%. Ou seja, caso os votos sejam integralmente transferidos para Tarcísio, ele passaria a ter mais de 50%, possibilitando a vitória em primeiro turno.


Diante disso, o entorno do ex-governador Márcio França (PSB), aliado do PT no Estado e que atualmente se coloca como pré-candidato ao Senado na chapa de Lula em São Paulo, passou a defender que o ex-ministro retome a ideia de se candidatar ao governo como forma de fomentar uma “terceira via” e, com isso, provocar um segundo turno.


Membros da pré-campanha de Haddad, no entanto, não enxergam o movimento com bons olhos e acreditam que França pode tirar mais votos do próprio ex-ministro da Fazenda do que de Tarcísio.



Créditos: Metrópoles

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