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Deputados do PP negam que Raquel Lyra já tenha escolhido Miguel Coelho como candidato ao Senado

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Miguel Coelho publicou no instagram uma foto sua acompanhada de uma palavra enigmática: “começou”


O deputado federal Eduardo da Fonte disse nesta quarta-feira (15) a um interlocutor estar tranquilo diante das especulações de que a governadora Raquel Lyra já tenha definido os nomes de Miguel Coelho e Túlio Gadêlha como candidatos ao Senado. Deputados estaduais do seu próprio partido, o PP, que foram ao Palácio para resolver pendências em suas bases, afirmaram que a informação de que a chapa estivesse fechada não teria procedência.

 

Dudu da Fonte citou ao mesmo interlocutor o motivo de sua tranquilidade: o fato de ter o comando da Federação União Progressista, cuja executiva estadual definiu, pelo voto, que ele é o candidato ao Senado do colegiado, o que foi, segundo ele, corroborado pelos dirigentes nacionais Ciro Nogueira(PP) e Antonio Rueda (União Brasil) em dois encontros, um presencial e outro por videoconferência, com a governadora Raquel Lyra. “A governadora está acompanhando tudo e vamos aguardar o encaminhamento e a oficialização que ela vai fazer no momento oportuno”, acrescentou o pepista.

 

Também nesta quarta, Miguel Coelho publicou no instagram uma foto sua acompanhada de uma palavra enigmática: “começou”. Miguel tem usado o poder de pressão sobre a governadora junto da qual percorreu todo o Estado durante dois meses falando como pré-candidato ao Senado, sem ser molestado, enquanto Eduardo usava nos bastidores suas armas de dirigente da Federação, só indo a campo aberto quando a criação do colegiado foi homologada pelo TSE no final de março, confirmando-o como comandante da secção pernambucana.

 

A demora por uma definição sobre a chapa, além de ter elevado às alturas a discussão sobre os “senadores de Raquel”, tem aumentado a pressão nos bastidores, à medida que se aproxima a data da convenção da governadora, marcada para o dia 02 de agosto.

 

De concreto existe a manifestação da governadora no encontro em Brasília com Ciro Nogueira e Antonio Rueda, quando disse que sua preferência para o Senado era Miguel Coelho, porque já tinha se comprometido anteriormente com ele. Na mesma reunião, Ciro defendeu o nome de Eduardo da Fonte, que já tinha sido escolhido pela executiva estadual, e disse que a escolha caberia à Federação.

 

No sábado passado, depois de receber Eduardo da Fonte e ouvir do mesmo que não abriria mão da indicação do seu nome, a governadora encontrou-se com Miguel Coelho, que não foi para a reunião Brasília, onde estava presente  seu irmão, o deputado federal Fernando Filho, e ouviu do mesmo a informação de que também não abriria mão de sua postulação, mesmo não tendo o respaldo da executiva. No encontro, Miguel insistiu que a prerrogativa de montar a chapa era dela e pediu que a mesma voltasse a negociar com Ciro e Rueda.

 

Sem acordo, a governadora solicitou por videoconferência na segunda-feira (13) a Ciro e Rueda um entendimento com Eduardo e Miguel e uma solução o mais rápido possível da situação. Também ficou acertado que a Federação enviaria  uma nota oficial confirmando o apoio à reeleição de Raquel, o que até o momento não aconteceu. Eduardo argumenta que já tinha garantido isso à própria governadora quando os dois se encontraram.


Segundo matéria publicada nesta quinta-feira pelo Blog Cenários, a preferência da governadora Raquel Lyra pelo nome do ex-prefeito de Petrolina para uma das vagas ao Senado tem sido acompanhada com atenção pelo núcleo político do governo Lula. Uma fonte do Planalto teria afirmado ao blog que, caso a escolha seja confirmada, a composição da chapa governista em Pernambuco poderá exigir um esforço maior da campanha presidencial no estado.


"Diante do perfil político de Miguel e da possibilidade de ele não integrar a base de apoio do governo em um eventual novo mandato de Lula, o presidente seria estimulado a intensificar sua presença em Pernambuco para pedir votos aos candidatos da Frente Popular. Esse cenário reduziria o potencial de aproximação entre o presidente e a governadora durante a campanha", afirma a matéria.



Créditos: Blog Dellas e Blog Cenário

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