Deputados do DF repudiam Lula por declaração sobre Ibaneis ser "cúmplice" dos ataques de 8/1
- Jason Lagos
- 10 de jan. de 2024
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Um grupo de doze deputados distritais emitiram uma nota de repúdio contra Lula (PT) pelo presidente ter afirmado, em documentário da GloboNews, que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), teria sido "conivente" com os ataques antidemocráticos do oito de janeiro e teria responsabilidade pelo o que ocorreu na Praça dos Três Poderes.
— Ele (Ibaneis) é cúmplice disso, concordou com isso, negligenciou, não agiu corretamente. Ele não cuidou que a polícia cuidasse das coisas que estavam acontecendo durante todo o período, todas as manifestações, uma semana antes, uma semana depois. Ele era conivente com o caso — afirmou o presidente
O texto de autoria de Joaquim Roriz Neto (PL) protocolado na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta segunda-feira, afirma que a fala do presidente é "criminosa".
"Dizer que o Governador Ibaneis foi cúmplice, negligente e conivente com os atos de 08 de janeiro demonstra a leviandade com que o Presidente da República trata as questões de Estado, caluniando autoridades constituídas", diz a nota.
Além do deputado do PL, outros onze distritais assinaram o documento. São eles Daniel Donozet (MDB), Martins Machado (Republicanos), Jorge Vianna (PSD), Iolando Souza (MDB), Roberio Negreiros (PSD), Hermeto (MDB), Thiago Manzoni (PL), Rogério Morro da Cruz (PMN), Doutora Jane (Agir) e Eduardo Pedrosa (MDB). O grupo reitera ainda sua "absoluta confiança" e apoio a Ibaneis Rocha que, segundo os parlamentares, foi afastado injustamente do governo à época.
Joaquim Roriz Neto classificou a fala de Lula como uma "imensa irresponsabilidade":
— Tentou jogar culpa em um governador reeleito em primeiro turno, que foi inocentado pelo interventor e pelas duas CPIs. Perdeu completamente a noção — afirmou.
Na semana passada, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse que a ideia do governo Federal, no episódio do 08 de janeiro, era a intervenção total, retirando em definitivo não apenas Ibaneis Rocha, mas a própria Celina do comando.
“Com certeza, foi o dia mais difícil da minha vida. Quando eu cheguei no Ministério da Justiça, a ideia do governo federal era de uma intervenção geral, retirar eu e o Ibaneis do poder. A informação que me foi passada era essa. Mas o governador Ibaneis continuou trabalhando e eu também para ajudar na retirada [dos golpistas que invadiram a sede dos Três Poderes]. Quando nós terminamos nossa missão, eles voltaram atrás e falaram: ‘Vamos fazer intervenção somente na segurança pública'”, contou Celina.
Créditos: O Globo e Metrópoles




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