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Deportações incomodam governo Lula, mas Planalto prefere não confrontar Donald Trump

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 28 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

A deportação de 88 brasileiros dos Estados Unidos sob uso de algemas e correntes causou mal-estar no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ocorreu na esteira do acirramento da política migratória da administração de Donald Trump.


O governo brasileiro classificou a situação como “tratamento degradante” e cobrou explicações. Ao mesmo tempo, apesar da reação, especialistas avaliam que as medidas que o governo brasileiro pode lançar mão neste momento são limitadas, já que não deseja minar a relação entre os dois países.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, chamou o episódio de “absolutamente inadmissível”, mas tratou do assunto com certa cautela. Ele afirmou não querer “provocar” o governo americano, mas ressaltou que a deportação deve ser feita com respeito aos direitos fundamentais.


Tendo em vista os recentes acontecimentos, tanto o presidente Lula quanto a diplomacia brasileira vão ter que negociar com cautela para não criar uma crise diplomática. É o que destaca o cientista político André César.


A reação da gestão Trump à posição do governo da Colômbia, segundo ele, pode ser interpretada como um recado aos outros países da América Latina para que não contrariem a atual política migratória dos EUA. “Isso é um teste, mas é simbólico. A política é muito feita de simbolismo”, descreve o cientista político.


No último fim de semana, o governo colombiano se recusou a receber um avião com cidadãos deportados dos Estados Unidos porque eles chegariam em uma aeronave militar. A negativa, entretanto, abriu uma crise diplomática e quase colocou os dois países em uma guerra comercial. O país sul-americano recuou da decisão.


A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocou uma reunião de última hora para esta quinta-feira (30). A presidente de Honduras, Xiomara Castro, que é a presidente pro tempore da Celac, anunciou a reunião em suas redes sociais. Lula avalia participar de forma remota do encontro.


Créditos: Metrópoles

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