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Conversa entre Marília Arraes e José Dirceu movimenta articulações para o Senado

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

De volta à corrida eleitoral no pleito de outubro, a figura histórica do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu buscará uma cadeira na Câmara dos Deputados neste ano e argumenta em entrevistas recentes que seu retorno à vida pública está ligado à defesa de uma reorganização do campo democrático. O petista se encontrou, na sexta-feira (23,) com a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e reacendeu movimentações internas na Frente Popular.


Dirceu tem demonstrado entusiasmo com a possibilidade de Marília entrar na corrida. O petista defende ainda uma reforma política com foco no fim das emendas impositivas e em reestruturar a correlação de forças entre governo e Congresso na próxima legislatura, principalmente no Senado, onde dois terços dos mandatos serão renovados neste pleito.


Há uma possibilidade dos bolsonaristas serem maioria na Casa, com a chance de eleger presidente e articular impeachment e ministro do Superior Tribunal Federal (STF), por exemplo. Um mapeamento da correlação de forças no Senado indica que a oposição ao atual governo Lula pode se tornar majoritária na próxima legislatura.


O bloco de partidos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá alcançar até 44 das 81 cadeiras da Casa a partir de 2027, número suficiente para disputar a presidência do Senado, mas insuficiente para concretizar o principal desejo do grupo: o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A projeção foi elaborada pela coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, com base nas pesquisas eleitorais da Real Time Big Data e no posicionamento atual dos senadores.


Nos bastidores, é mencionado que Dirceu segue atuando, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na articulação de chapas consideradas competitivas para o Congresso Nacional. A partir dessa movimentação, em eleger nomes ligados à esquerda, surge Marília Arraes, que passou a ser tratado como ativo eleitoral relevante, principalmente pelo bom desempenho no pleito de 2022, quando ultrapassou 1 milhão de votos no primeiro turno e 2,1 milhões no segundo.


Aliados relatam que Dirceu tem sondado o cenário pernambucano e avaliado caminhos para viabilizar a candidatura de Marília em uma composição alinhada ao PSB, tendo o prefeito do Recife, João Campos, como candidato ao governo do Estado, ainda não trate sobre o tema publicamente. Dentro do PT, é considerada condição inegociável que Humberto Costa integre a chapa ao Senado, formando uma eventual dobradinha.


Paralelamente, circula no meio político a possibilidade de Marília Arraes mudar de legenda, visto a falta de capilaridade do Solidariedade. O tema foi abordado publicamente pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, ao citar negociações em curso no PDT.


“Tem muita gente boa querendo vir para o PDT. Não posso dizer, senão atrapalha as negociações, mas há dois nomes de muito peso”, afirmou. Em seguida, mencionou diretamente a ex-deputada: “Uma dessas possibilidades é a ex-deputada Marília Arraes".



Créditos: jamildo.com

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