Consumido por divisões internas, PL de Pernambuco vive de incertezas sobre 2026
- Jason Lagos
- 24 de out.
- 2 min de leitura

O presidente estadual Anderson Ferreira e o ex-ministro Gilson Machado estão sem se falar desde 2024
“O PL pode ter a melhor chapa para disputa de 2026, ou também a pior”, afirmou um deputado do partido esta quinta-feira sobre os problemas enfrentados pela legenda no estado onde duas das principais lideranças – o presidente estadual Anderson Ferreira e o ex-ministro de Bolsonaro, Gilson Machado – estão sem se falar, desde a eleição de 2024.
As dificuldades ficaram ainda maiores após a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, de abrir investigação sobre o presidente nacional, Waldemar Costa Neto, proibindo-o de se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
É que, assim como acontece em outras partes do país, Waldemar é padrinho de Anderson Ferreira ao qual trata como filho e Bolsonaro chegou a declarar enquanto pode que Gilson é seu candidato a senador em Pernambuco.
Como ambos são pré-candidatos ao Senado só uma conversa entre Waldemar e Bolsonaro poderia resolver o impasse, batendo o martelo sobre o assunto e convencendo um deles a ser candidato a deputado federal, abrindo espaço para o outro disputar o Senado.
Em meio a essas incertezas, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, eleito pelo partido e com alto grau de popularidade, a ponto de ser reeleito no primeiro turno, precisou filiar sua esposa Andréa Medeiros no PSD da governadora Raquel Lyra, com receio de que ela não tivesse a legenda do partido depois que os irmãos Anderson e o deputado federal André Ferreira, resolveram lançar a candidatura do cunhado Fred Ferreira, vereador do Recife, para a disputa de um mandato na Assembleia Legislativa.
Mesmo que o partido carregue ainda a grife bolsonarista, muito importante na direita, e tenha um grande fundo partidário, deputados como o estadual Renato Antunes está conversando com o Novo para mudar de legenda na janela partidária de abril do próximo ano.
É incerto também o destino do deputado estadual Alberto Feitosa, que faz parte do grupo de Gilson Machado e do próprio vereador do Recife, Gilson Machado Filho, que deve disputar vaga de deputado estadual ou federal.
Nos corredores da Assembleia Legislativa o que se comenta é que se estivesse unido o PL poderia pelo menos conservar sua bancada atual de cinco deputados estaduais e quatro federais. Isso não acontecendo, a chapa pode ter um destino incerto, com mais pessoas se afastando, e outras não querendo ingressar na legenda para não servir de cauda, ou seja, de suporte para fazer quociente eleitoral para outros se elegerem em seu lugar.
Créditos: Blog Dellas



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