Com direita dominante, Jeannette Jara avança fragilizada ao 2º turno no Chile
- Jason Lagos
- 18 de nov.
- 2 min de leitura

Juntos, os partidos de direita somaram 52% dos votos, colocando Antonio Kast em posição privilegiada
A vitória da comunista Jeannette Jara (D) no primeiro turno das eleições chilenas, no domingo (16), teve sabor amargo. Embora tenha terminado na frente, a candidata do Partido Comunista e ex-ministra do Trabalho de Gabriel Boric chega em desvantagem para o segundo turno contra José Antonio Kast (E), líder da direita.
Os números deixam isso evidente: juntos, os partidos de direita somaram 52% dos votos, colocando Kast em posição privilegiada na disputa marcada para 14 de dezembro. Jara ficou somente três pontos percentuais à frente do adversário, escancarando um desempenho bem abaixo das projeções iniciais.
Diante do resultado considerado tímido, Jara usou o primeiro discurso pós-eleição para tentar mobilizar o eleitorado. Em tom de advertência, apelou para o risco do avanço da direita e criticou Kast por transformar o medo em plataforma política.
De um lado, Jara representa o campo progressista, com o apoio do governo Boric. Do outro, Kast consolidou uma frente ampla da direita, após receber, na noite de domingo, o apoio público de Johannes Kaiser, expoente da ala mais radical, e de Evelyn Matthei, liderança da direita tradicional.
O populista Franco Parisi, terceiro colocado e dono de um eleitorado imprevisível, decidiu não declarar apoio a nenhum dos dois candidatos.
Segundo um levantamento realizado de 10 a 14 de novembro com 3.118 eleitores pela AtlasIntel, o político do Partido Republicano tem 49% e está 10 pontos percentuais à frente da política do Partido Comunista, que tem 39%.
A projeção mais favorável para o candidato de direita em um 2º turno é reflexo das dificuldades do atual presidente, Gabriel Boric (Frente Ampla, esquerda) em cumprir as promessas de seu mandato, como a reforma da Constituição, que continua a mesma desde a ditadura de Augusto Pinochet (1915-2006), que governou o país de 1973 a 1990.
Jeannette Jara considera que Cuba não é uma ditadura. Segundo ela, o país caribenho tem “um sistema democrático distinto”, diferente da situação na Venezuela, onde disse existir “um regime autoritário”....
O mandato presidencial no Chile é de 4 anos e não há reeleição. A posse do sucessor de Boric será em 11 de março.
Créditos: Metrópoles e Poder360



Comentários