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Com baixad presença de líderes importantes, reunião em Belém põe metas da COP30 em Xeque

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 10 de nov.
  • 2 min de leitura
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Nas redes sociais, opositores do governo Lula passaram a chamar a COP30 de FLOP30


A Cúpula dos Líderes, encerrada na sexta-feira (7), em Belém, foi concebida como a antessala da COP30, uma vitrine para medir o apetite político dos países às vésperas do principal encontro do clima da década.


O evento buscou recolocar o Brasil no centro da governança climática global e mostrar que o país é capaz de articular consenso num momento de estagnação nas metas de emissões e frustração com o Acordo de Paris, prestes a completar dez anos.


Mas a baixa presença aponta para um mundo em ebulição geopolítica. Estiveram ausentes os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, da China, Xi Jinping, e da Índia, Narendra Modi, respectivamente, as três nações líderes em emissões de gases do efeito estufa. É o mais baixo quórum numa COP desde 2019.


Nas redes sociais, opositores do governo Lula passaram a chamar a COP30 de FLOP30. Muitos dos que estão engajados nas discussões Belém, contudo, preferem ver o copo meio cheio. Na Cúpula dos Líderes, Lula reconheceu as dificuldades em se avançar nas ações climáticas, mas demonstrou confiança na busca por soluções.


Apesar do tom triunfalista do Planalto, a cúpula expôs o dilema de sempre entre discurso e entrega. Houve anúncios bilaterais e novos fundos, mas também uma ausência perceptível de compromissos quantificáveis.


No plano interno, o evento foi usado pelo governo como vitrine de política ambiental, mas também reacendeu resistências no Congresso e entre setores conservadores. Parlamentares da oposição têm barrado propostas ligadas à descarbonização e à tributação de carbono no Congresso, alegando que podem “prejudicar a competitividade da indústria e do agronegócio”.


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “a COP virou palanque internacional de Lula” e criticou o custo de sediar a conferência em Belém.


“Alguém ficou rico na festa petista. A COP30 é só um circo para um monte de comunista se promover. Mas o mais interessante é que estão sofrendo um dos males do socialismo: comida boa, só para quem tem muito dinheiro. Algum esquerdista, como sempre, está ficando muito rico tirando dinheiro das pessoas”, disse o senador, em alusão aos altos preços cobrados pelo comércio no local do evento.


Na quinta-feira (6), a primeira-dama Janja da Silva promoveu um coquetel para os chefes de Estado que participam da COP30 em Belém. O evento constava na agenda oficial como “Coquetel oferecido pelo Presidente da República e pela senhora Janja Lula da Silva aos Chefes de Delegação”, mas quase nenhum líder estrangeiro compareceu.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher chegaram ao local com quase duas horas de atraso. O presidente do Chile, Gabriel Boric, foi um dos poucos líderes que marcaram presença.


Lula permaneceu no evento por cerca de 30 minutos. Durante esse período, Janja chegou a arriscar alguns passos de lambada paraense. Entre os presentes estavam a ex-presidente Dilma Rousseff, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento, Aloizio Mercadante, e os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Marcos Antônio Amaro (GSI).



Créditos: Revista Veja e Band Notícias


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